A TARDE MEMÓRIA
Volta Seca foi um personagem constante na cobertura das mídias


Antônio do Santos foi o mais jovem integrante do bando de Lampião, que ganhou o apelido de Volta Seca. Ele contava que quando se juntou ao grupo tinha 11 anos. Aos 14 foi condenado a mais de cem anos de prisão, período reduzido para 30, mas ele ainda cumpriu 20 anos. Volta Seca só foi libertado em 1952, meses depois que o presidente Getúlio Vargas lhe concedeu um indulto.
Desde a prisão até a liberdade virou um tema constante na cobertura dos jornais. A TARDE, por exemplo, acompanhava detalhadamente os acontecimentos relacionados a Volta Seca na Penitenciária do Estado. Conta-se que ele foi uma importante fonte para O Cangaceiro, filme de Lima Barreto, que ganhou fama internacional, e foi lançado em 1953.
Aliás, o cinema das décadas de 1950 e posteriores bebeu avidamente na fonte desse movimento denominado cangaço, como em Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha. Paulo Gil Soares produziu, em 1964, Memórias do cangaço e outras obras subsequentes com a produção de Thomaz Farkas. Os filmes de Paulo Gil têm enfoque em elementos culturais dos sertões.
Confira o trailer de O Cangaceiro, de Lima Barreto.
Amanhã, na versão impressa dessa coluna para o jornal A TARDE, o movimento que tem Lampião como a liderança mais conhecida, vai ser apresentado por meio da biografia de Volta Seca. A TARDE Memória é um conteúdo multimídia, pois também é veiculada, além dessa plataforma, na rádio A TARDE FM. As histórias da coluna são construídas a partir do material que forma o acervo do Cedoc A TARDE.