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Coluna do Tostão

Por Tostão

Cronista esportivo, participou como jogador das Copas de 1966 e 1970. É formado em medicina
ACERVO DA COLUNA
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Entre elenco e pressão, favoritos mantêm vantagem no Brasileirão

Tostão analisa disputa entre Flamengo e Palmeiras, destaca força coletiva e critica dependência emocional no futebol

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A história do Campeonato Brasileiro tende a se repetir, com Palmeiras e Flamengo na disputa pelo título. Em competições longas por pontos corridos, as equipes com melhores elencos costumam prevalecer.

Enquanto isso, vários clubes tradicionais, que já foram campeões, ainda precisam evoluir para evitar riscos de rebaixamento.

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Dependência emocional preocupa

No Brasil e no mundo, muitos times rendem menos fora de casa. A dependência do apoio da torcida é evidente.

O ser humano precisa de aprovação, mas, em excesso, isso se torna um problema. O trabalho psicológico deveria ser parte essencial da rotina dos clubes.

Força coletiva vai além da tática

Um grande time não se constrói apenas com estratégia. É necessário um senso coletivo sólido, com jogadores comprometidos uns com os outros.

Quanto melhor o conjunto, maiores as chances de destaque individual e de conquistas.

Eficiência mesmo sem brilho

O Palmeiras tem uma característica marcante: vence até quando não joga bem — e até com um jogador a menos, como contra o Athletico Paranaense.

Andreas Pereira tem sido decisivo nas bolas paradas. No futebol atual, é fundamental ter bons cruzadores e cabeceadores.

Para o meio-campo da seleção, como opções a Casemiro, Bruno Guimarães e Matheus Cunha, nomes como Marlon, Lucas Paquetá, Andreas Pereira e Danilo seriam opções. Gerson, em boa fase, também entra na disputa.

Flamengo mais criativo

O Flamengo evoluiu com a boa fase de Pedro e a presença de Paquetá atuando de trás para frente.

Com todos disponíveis, o ideal seria a formação com Jorginho e Paquetá juntos. Já a dupla com Erick Pulgar e Jorginho torna o time mais previsível e menos criativo.

Homenagem além da regra

A homenagem de Giorgian De Arrascaeta a Oscar Schmidt foi simbólica e emocionante.

Após marcar, Arrascaeta vestiu a camisa 14 e simulou um arremesso de basquete. Mesmo advertido com cartão amarelo, foi aplaudido.

A regra que pune quem tira a camisa está ligada a interesses comerciais. Como diria Chico Buarque, todos deveriam ter o direito de, ao menos uma vez, quebrar as regras.

Cruzeiro cresce pelo meio

O Cruzeiro vive situação semelhante à do Flamengo.

Com Gerson atuando de trás para frente, ao lado de Matheus Pereira, o time ganhou criatividade e eficiência.

A dupla pode alternar funções de marcação, construção e chegada ao gol — característica essencial no futebol moderno.

Neymar e a pressão

Neymar teve atuação fraca contra o Fluminense.

Após três jogos completos, ainda não convenceu que merece vaga no Mundial. A pressão parece afetar seu comportamento: irritação, reclamações e conflitos frequentes.

Mais do que técnica, ele precisa de suporte físico, psicológico e emocional para lidar com o momento.

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