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Harry Kane é o grande nome do Bayern de Munique na temporada

ANÁLISE TÁTICA

Entre o excesso e a essência no futebol moderno

Tostão analisa o impacto do calendário, as escolhas dos técnicos e a importância de simplificar o jogo

Harry Kane é o grande nome do Bayern de Munique na temporada - Foto FRANCK FIFE/AFP

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O futebol vive um paradoxo. Nunca houve tantos jogos, tanto dinheiro e tanta intensidade — e, ao mesmo tempo, nunca foi tão evidente o desgaste físico e mental dos jogadores.

O excesso de partidas e a busca incessante por lucro têm cobrado um preço alto: contusões frequentes, ausências importantes e queda na qualidade do espetáculo. Não será surpresa se grandes talentos ficarem fora da próxima Copa do Mundo.

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Equilíbrio e clichês que resistem

Os antigos chavões seguem vivos porque, muitas vezes, são verdadeiros. “Clássico é clássico” continua atual.

Cruzeiro, Flamengo e Palmeiras, apontados como favoritos, não venceram seus clássicos. Nenhum dos seis primeiros colocados ganhou na rodada do Brasileirão.

O campeonato se mostra ainda mais equilibrado — e imprevisível.

Substituições: estratégia ou automatismo?

Outro hábito questionável é a padronização das substituições. Muitos técnicos trocam jogadores, quase automaticamente, aos 15 minutos do segundo tempo.

Nem sempre isso melhora o time. Às vezes, acontece o contrário:

  • O Cruzeiro, ao tirar seus melhores jogadores, perdeu força na tentativa de reação;
  • O Flamengo, ao mexer demais, facilitou o crescimento do adversário.

Trocar por trocar pode desorganizar mais do que ajudar.

Dom Quixote à beira do campo

O técnico do Atlético Mineiro, Eduardo Domínguez, lembra, pela aparência, o personagem Dom Quixote, eternizado por Miguel de Cervantes.

A referência não é apenas estética. O futebol, como a vida, também é feito de sonhos, ilusões e tentativas de alcançar o impossível.

Freud, Pelé e a simplicidade genial

Ao estudar Sigmund Freud, parecia que a complexidade seria intransponível. Mas seus conceitos mostraram que até os mistérios da mente podem ser organizados.

O mesmo acontecia com Pelé. Ele tornava simples o que era complexo. Com poucos movimentos, resolvia situações difíceis e iluminava o jogo.

Essa é a essência do talento: simplificar sem banalizar.

Craques e decisões no tempo certo

Hoje, na Liga dos Campeões da UEFA, confrontos como Paris Saint-Germain x Bayern de Munique reúnem grandes talentos, como Harry Kane.

Kane não é um Pelé, mas possui uma qualidade essencial: decide com precisão e economia de movimentos.

Teoria e prática: o equilíbrio necessário

No futebol, como em qualquer área, o desafio é unir conhecimento e execução.

  • A teoria sem prática é vazia;
  • A prática sem teoria é simplista.

Os melhores treinadores são aqueles que conseguem interpretar o jogo em tempo real e tomar decisões corretas no momento certo.

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Brasileirão Futebol Liga dos Campeões

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