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Levi Vasconcelos

Por Levi Vasconcelos, com colaboração de Marcos Freitas

ACERVO DA COLUNA
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Após o ‘encontrão’, a palavra de ordem é federalizar a pendenga

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"Encontrão" de Jerônimo reuniu aliados esta semana no CAB
"Encontrão" de Jerônimo reuniu aliados esta semana no CAB -

Participantes do encontrão de Jerônimo, com os 24 deputados federais da base (de 39) e os 39 estaduais (de 63), saíram de lá otimistas, dizem eles, graças ao bom astral gerado pelas tratativas.

Entre eles, foram exibidas pesquisas amplas, gerais e irrestritas dos quatro cantos da Bahia. Dão o de sempre, quando o embate é entre Jerônimo e ACM Neto, a coisa trinca. Mas quando a questão baiana entra no cenário federal, Jerônimo dispara.

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Se em 2022 Jerônimo foi eleito pela força de Lula, a pesquisa agora mostra que o cenário não mudou muito. Ou seja, as pesquisas apontam que a federalização da questão tem tido influência decisiva na Bahia. E todos querem que assim seja.

Flávio lá

É ponta disso, o que não é dito, mas está implícito, que os governistas botam pilha para ver ACM Neto declarar apoio a Flávio Bolsonaro. Se assim for, bota de vez o carimbo de bolsonarista nele e aí a Bahia ganha um tic da polarização nacional.

Também no encontro, Rui Costa deixou claro que vai botar no colo a questão de Salvador, onde ele, pelos tempos de governador, tem o que dizer. E, pelo conjunto da obra, ficou a fala de Otto Alencar, o presidente do PSD, que esbanjou otimismo.

Jerônimo também passou a lista de obras em andamento ou para entregar, para quem estiver interessado surfar. No mais, Geraldo Júnior (MDB), o vice, estava lá, mas entrou calado, calado ficou e assim saiu.

Na Fecomércio, a suspensão da eleição entre silêncio e barulho

A decisão da Justiça do Trabalho de suspender a eleição para a presidência da Federação do Comércio da Bahia (Fecomércio) e afastar o presidente Kelsor Fernandes, candidato à reeleição, criou um clima de disputa eleitoral clássica, um lado calado o outro vibrando, algo nunca visto no empresariado lá.

Kelsor dizia, ontem, que ainda não foi notificado e só vai falar depois. Já na banda do vice-presidente Allison Ferreira, o adversário dele, o advogado dele, Fabrício Castro Oliveira, diz que a atuação do Judiciário surge como garantia do cumprimento das normas e da segurança jurídica:

– A decisão demonstra a necessidade de equilíbrio institucional e ampla participação dos associados em processos sucessórios.

O caso virou o assunto do dia nos meios empresariais.

Eutanásia para cães dá rebu

Helgênio Meira (PSD), vereador em Maracás, ganhou as redes, ao defender a aplicação de eutanásia (morte assistida) para cães de ruas.

"Prendeu, passa 30 dias num centro de zoonoses, ninguém procurou, eutanásia neles”, sugeriu.

Porrada de todos os lados, principalmente dos defensores dos animais. Um disse: “Quem merece eutanásia já é esse tipo de conversa, para sumir de nossas vidas”.

Caso da Azul em Conquista é a guerra, segundo Bacelar

A decisão da Azul, de trocar a partir de junho uma aeronave que faz a linha Belo Horizonte-Conquista-Salvador com 68 lugares por um Cesna que pega apenas nove pessoas continua gerando queixas.

O secretário Maurício Bacelar (Turismo) diz que já notificou a Azul, lembrando os incentivos fiscais que o governo dá nos combustíveis, e ressaltou que também falou com Gol e Latam para ver se supre a vaga.

– Só três empresas operam no Brasil, a Latam, a Gol e a Azul, que está em recuperação judicial e o combustível é mais de um terço do custo das operações. Com a guerra, o preço do barril do petróleo subiu muito e a Azul sofreu com isso.

POLÍTICA COM VATAPÁ

Animação zero

Hoje, com as redes sociais, tudo se filma e tudo se divulga, muitas vezes com deformações que alteram as intenções.

Mas, antigamente era muito comum nos embates eleitorais do interior os atores principais do jogo escalarem espiões para bisbilhotar os movimentos dos adversários.

Conta Pedro Alcântara, ex-vereador em Juazeiro e também ex-deputado estadual, que seguindo a tradição, em 1980, coligados de Arnaldo Vieira do Nascimento escalaram um aliado, Floriano, para ver se tinha muita gente no enterro de um coligado de Durval Barbosa, com quem o grupo duelava na disputa pela prefeitura da cidade do norte baiano, duelo trincado.

Voltou, Arnaldo, ansioso, indagou:

– E aí, Floriano, tinha muita gente lá?

– Tinha, seu Arnaldo, gente para dar de pau. Mas fique tranquilo. A animação era zero, todo mundo calado.

Arnaldo venceu por apenas 17 votos à frente.

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