Busca interna do iBahia
HOME > colunistas > LEVI VASCONCELOS

LEVI VASCONCELOS

Big Aron, o iate de luxo preso pela Receita, já vai para o quarto leilão

colunalevi@gmail.com
Por Levi Vasconcelos
Big Aron, na Marina de Salvador, esperando comprador
Big Aron, na Marina de Salvador, esperando comprador - Foto: Joá Souza l Ag. A TARDE l 11.05.2014

A novela do Big Aron, o iate de luxo apreendido pela Receita (avaliado em mais de R$ 60 milhões), pode estar com os dias contados. Dia 24 ele vai para o quarto leilão por algo aí em torno de R$ 12 milhões, segundo o delegado da Alfândega na Bahia, Fernando Mattos, com a ressalva:

— O preço ainda está em discussão, mas fica por aí.

Tudo sobre Levi Vasconcelos em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

— E existe a possibilidade de doar para a Marinha?

— Sim. Se discute isso..

Traduzindo, com ou sem leilão, o final está à vista.

Partido alto — O Big Aron tem sido pauta constante nas rodas de ricos e milionários do Brasil e do mundo, especialmente os aficcionados da náutica.

Está preso há seis anos, na Marina de Salvador.

O Big foi a leilão a primeira vez no pregão eletrônico da Receita em maio, por R$ 26,8 milhões. Ninguém quis. No inicío de junho, voltou ao pregão por R$ 21 milhões, também não houve interessados. Em agosto por R$ 17 milhões, nada. Com os R$ 12 milhões de agora, gente que entende diz que ‘começou a ficar interessante’. Até porque, diz um deles, o barco é muito bom, mas está superavaliado, não valeria os R$ 60 milhões iniciais, nem ao menos os R$ 26 milhões do primeiro leilão.

A pendenga final fica pela conta da Marina. Até 2016, quando perdeu o barco para a Receita porque o Brasil proíbe a importação desse tipo de bens usados, pagava como fiel depositário. Ele jogou a toalha e o resto se vê depois.

Em pauta, o efeito do teto

Assim que a eleição passar, a Assembleia vai ter pauta para pautar a mídia. Será a vez de reajustar o teto baiano, depois que o STF resolveu se reajustar pulando de R$ 33,7 mil para R$ 39 mil (16,38%).

Na Bahia, o teto é de pouco mais de R$ 30 mil e vai para algo em torno de R$ 34 mil. Isso atinge a Assembleia, Judiciário, Tribunais de Contas, Fisco, Ministério Público e a fins. É o caso de quem ganhar mais passar a ganhar mais ainda.

Alckmin deve focar em SP

ACM Neto já aconselhou Geraldo Alckmin, o presidenciável tucano, a concentrar baterias em São Paulo, onde ele foi governador quatro vezes e tem o apoio de 70% dos deputados federais, 70% dos estaduais e 85 dos prefeitos.

Ganhar em São Paulo, segundo o deputado Elmar Nascimento (DEM) é fazer os 20% no país e com isso garantir o segundo turno. Após o atentado a Bolsonaro, a sugestão virou imperativa.

Palco da luta é no sul do país

Aliás, dizem os políticos que o palco principal do embate é no sul do país, onde o anti-petismo é mais forte. Até porque, dos candidatos que melhor pontuam, quatro são de São Paulo: Bolsonaro nasceu em Glicério, Alckmin em Pindamonhangaba, Ciro Gomes, embora tenha feito carreira no Ceará também é de Pinhamonhangaba, e Fernando Haddad é de São Paulo. Só Marina Silva é do Acre. Mas a cotação dela como favorita é baixíssima.

E os baianos descobrem Portugal. Vão aos montes

A cantora Carla Visi pulou fora quando foi convidada para se candidatar a vice de Zé Ronaldo com um argumento bem simples: criou laços com Portugal e quer ir para lá.

Virgílio Gouveia, funcionário da Assembleia, tem uma filha, Verena, que mora em Lisboa e passou a ser assíduo nas terras lusitanas.

— O negócio é tão bom que a TAP opera aqui há mais de 40 anos e já tem a concorrência da Air Europa, Madri em conexão com Lisboa.

E lá um dia nós andando por Lisboa perguntamos ao taxista Ernesto:

— É verdade que as cadeias de Lisboa estão cheias de brasileiros?

— É. Nós mandamos um bocado para lá e agora estão devolvendo.

POLÍTICA

COM VATAPÁ

Tintin por tintin

Essa quem conta é Marcus Antunes, ex-deputado estadual, e de Alagoinhas.

1990. Roberto Santos candidato ao governo tendo Waldir Pires companheiro de chapa no Senado, com apoio do então governador Nilo Coelho, disputava o governo contra ACM.

Roberto e Waldir chegaram a Nova Soure (vizinho de Ció e Tucano) meio dia, sol a pino, para fazer o tal comício relampâgo. Joaquim de Nani, o líder local que os apoiava contra o time de Zé Feinho, na hora de discursar, puxou um calhamaço e começou:

— Eu vou contar a minha história. Em 1943!....

Waldir, suando muito, virou para Edvaldo Bastos, liderança de Cipó, pediu:

— Cale este homem.

Edvaldo foi, pediu, Joaquim não gostou e nem fez segredo, e do microfone, mandou o verbo:

— Dr. Edvaldo, o senhor é meu advogado, mas me arrespeite! Eu vou contar tudo tintin por tintin!.

Foi o voto mais caro de Roberto e Waldir, segundo Marcus Antunes.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Compartilhar no Whatsapp Clique aqui

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

Relacionadas

Mais lidas