Bruno, Colbert e Sheila, os atores principais para 2024
Salvador e Feira o PT nunca governou e sonha ganhar. Já em Conquista, mandou 24 anos e quer voltar

Se é que no Brasil acaba uma eleição e começa outra, como dizem, a estampa do momento sobre 2024 mostra que teremos situações bem instigantes nas três maiores cidades da Bahia – Salvador, Feira de Santana e Vitória da Conquista.
Nas duas primeiras, a capital e a Princesa, o PT, partido de Jerônimo cá e Lula lá, nunca governou, em Conquista é o inverso, mandou 24 anos e perdeu em 2016 para Herzem Gusmão (MDB), que na sequência, se declarou bolsonarista.
Nas três os cenários têm imbricamentos próprios, mas o viés é único, a disputa da oposição, que governa os três, contra o PT de Jerônimo e Lula. Veja as particularidades de cada um.
Salvador – A reeleição de Bruno Reis é caso de vida ou morte para a carreira de ACM Neto. E o que o PT mais gostaria era que isso acontecesse, mais ainda se fosse com um quadro do partido, que levou a vida toda de fora na capital baiana.
Neto já disse que por dever de lealdade Bruno é o nome dele. Já a banda governista sofre exatamente por não ter um nome. Em 2020 Rui Costa tentou inventar Major Denice e não deu. O duelo vai ser bom.
Feira de Santana – Colbert Martins (MDB), o prefeito, sofre intenso processo de desgaste na administração, e é aliado de Zé Ronaldo (UB), que dá as cartas na política lá nos últimos 24 anos, mas ano passado sobrou na formação da chapa de ACM Neto.
A questão: Colbert já é reeleito, e Zé Ronaldo é candidato? E na banda petista o deputado federal Zé Neto (PT), que já é pentacampeão de derrotas, vai tentar de novo correndo o risco de chegar ao hexa? E o deputado Angelo Almeida (PSB), hoje secretário da SDE, vai criar a terceira via?
Vitória da Conquista – Herzem Gusmão se elegeu em 2016, mas em 2020 se reelegeu e não chegou a tomar posse, ficou internado e perdeu para a Covid, morreu.
Sheila Lemos (UB), a vice, herdou o trono. É aliada de ACM Neto, que no segundo turno declarou apoio a Bolsonaro e cristalizou o mote da disputa.
Lá, o PT governou por 24 anos e agora, com Jerônimo e Lula, revigora. Para enfrentar Sheila, o cotado é o deputado estadual Zé Raimundo, que por sua vez aponta o federal Valdenor. Sheila tem um desgaste. Ela é dona de uma casa comercial que não demite ninguém. Na Prefeitura é a mesma coisa, com os secretários inclusos. Isso dá desgaste.
POLÍTICA COM VATAPÁ
Margareth, não
Prefeito de Valença de 2017 a 2020, Ricardo Moura começou o mandato casado com Margareth, enfermeira que nas labutas políticas era o braço direito para assuntos de saúde.
Na Prefeitura com o marido, ela tornou-se secretária de Ação Social. No meio do mandato o bizu se espalhou pela cidade: o prefeito arranjou outra mulher. E o boato foi se alastrando com um adendo: a nova mulher era também enfermeira e ainda por cima também se chamava Margareth.
E começou a segunda etapa do mandato, um enorme tititi envolvendo o prefeito, a Margareth 1, que continuava secretária, até que a Margareth 2 foi se chegando, o povo falando, ela se chegando, até que também virou secretária (da Saúde).
E eis que lá um dia Ricardo estava reunido com uma equipe para discutir as atrações a serem contratadas para a micareta quando alguém sugeriu:
— Margareth Menezes!
E Ricardo, dando um forte murro na mesa:
— Não! Mais uma Margareth vai me criar problema!
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