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Levi Vasconcelos

Por Levi Vasconcelos

ACERVO DA COLUNA
Publicado Saturday, 04 de November de 2023 às 6:00 h | Autor:

Canavieiras vive dias de medo. O prefeito cassado turbina o terror

Médico sempre foi chamado de O Doido, mas agora parece estar fazendo jus mais do que nunca

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O médico Clóvis Roberto Almeida de Souza, o Dr. Almeida, o prefeito de Canavieiras cassado na véspera do Dia de Finados, sempre foi chamado de O Doido, mas agora parece estar fazendo jus mais do que nunca.

Antes as doidices eram coisas tipo tirar fotos de um monte de fezes para postar nas redes dizendo estar gozando boa saúde, mas agora ninguém duvida das ameaças pesadas que ele fazia antes da cassação contra vereadores. Ameaçou quem votasse contra ele, com ressalva: o vereador e família.

Aliás, vereadores dizem que ele os humilhava, um deles sempre chamado de Bruxa Célia. Como Dr. Almeida, que é motoqueiro, bolsonarista com pitadas de atitudes aterrorizantes e já ameaçou em vídeo fazer exame de próstata com o anel de motoqueiro em quem votasse contra ele, criou um clima pesado e ninguém duvida.

Na política — Almeida ganhou a primeira eleição em 2016 com apoio do então prefeito Zairo Loureiro, o primeiro a receber, logo de saída, um chute, hoje principal adversário.

A sessão da cassação estava marcada para quarta de manhã. Sete do oito vereadores que estavam dispostos a votar a favor (três foram contra) dormiram noutra cidade em local não divulgado. Três dias antes ele esbraveja: ‘Se eu pegar um desses da oposição, mato’.

Por medo. Almeida tem fama de cometer desatinos na própria família, dizem na cidade que está comprando boas propriedades noutra cidade e a resposta é sempre ameaça.

O time do vice, Paulo Carvalho (PTB) chamou o chaveiro e ele está prefeito.

Maragogipe quer São Roque e o seu estaleiro a pleno vapor

Sílvio Ataliba, ex-prefeito de Maragogipe, pilota hoje (9h) na Câmara de Vereadores, audiência pública para discutir a retomada da indústria naval lá, cujo palco principal é o estaleiro de São Roque do Paraguaçu, uma das vítimas da Lava Jato.

Lá vai estar um time de primeira. Além dos deputados federais Jorge Solla (PT) e Lídice da Mata (PSB), o estadual Rosemberg Pinto, também os secretários Angelo Almeida (Desenvolvimento Econômico) e Fabya Reis (Desenvolvimento Social), o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, e Ricardo Ricardi, presidente do Estaleiro Enseada.

Diz Ataliba que a Petrobras está em vias de descomissionar (leia-se desmontar) 57 plataformas marítimas, projeto que gira em torno de R$ 10 bilhões.

—Se pegarmos 10 dessas plataformas significa dois mil empregos por dois anos.

Carlos Passos quer que o Sistema Fieb siga como está

Se Ricardo Alban, o agora presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), herdou de Carlos Farias, falecido 10 meses após a posse na presidência da Federação das Indústrias da Bahia (Fieb, de quem era o vice, agora o empresário Carlos Passos, do ramo da construção, é o herdeiro de Alban.

E o que ele pretende fazer? Diz o próprio que a missão primeira é manter como achou o Sistema Fieb (Senai, Senai-Cimatec, Sesi, IEL e Cieb), funcionando bem. Ele quer também fortalecer as pequenas e médias indústrias.

Carlos Passos, que já foi presidente do Sinduscon-Ba, é também o primeiro vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção.

Nublou, mas nada de chuva

Lembra que anteontem publicamos aqui que o deputado Patrick Lopes (Avante) disse que todo Dia de Finados chove em Jitaúna?

Ficamos na expectativa para ver o que aconteceria lá este ano e... deu xabu.

— Ficou tudo nublado, mas a chuva não caiu. Para nós, que estamos acostumados com chuvona, é uma situação preocupante.

Mais um indicativo de que o clima está alterado.

POLÍTICA COM VATAPÁ

Obra marcante

Conta Ailton Cezarinho, ex-prefeito de Itiruçu, que na década de 70, Josias Duarte, prefeito, tinha como vice José Bonfim.

Lá um dia Josias pediu licença por 15 dias para tratamento de saúde, Bonfim, tomou posse como manda o figurino, sentou na cadeira, um amigo o aconselhou:

—Bonfim, você vai ter que fazer alguma coisa para marcar a sua administração. Todo mundo faz isso.

— Mas como? Eu só vou ficar 15 dias e a prefeitura está sem dinheiro.

— Bote a cabeça para funcionar, rapaz. Poder é poder. Dê um jeito, use a imaginação.

Bonfim usou. Mandou alguém ir no mato cortar uma árvore de caule comprido, chegou na porta da Prefeitura e trocou o mastro da bandeira, com direito a cântico do hino nacional na inauguração.

E não é que deu certo? Marcou época. O novo mastro ficou lá por mais de 20 anos conhecido por todos em toda a cidade como ‘o pau de Bonfim’.

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