Caso dos respiradores, um triste exemplo que vem da era Rui Costa
Confira a coluna de Levi Vasconcelos deste sábado

Faça-se justiça, nos oito anos dos governos de Rui Costa nada emergiu que indicasse, por mínimo que fosse, a inclinação dele para falcatruas com dinheiro público. Manteve, aliás, uma tradição do bem que vem se firmando na Bahia, o de um estado com ex-governadores fichas limpas (todos eles).
Mas por ironia do destino, foi na era Rui Costa que a história ganhou o exemplo mais contundente de quanto alguns dos que vivem nos arredores das tetas públicas são destituídos de valores morais.
Roubaram respiradores de UTI em plena pandemia na tampa da cara de todo mundo. Ou seja, um tipo de desvio de conduta, além condenável por princípio, muito agravado pelo completo desprezo pelas consequências, a ausência de equipamentos, o que iria matar gente.
Poluição —Se o Brasil é assim, que dizer do Marco Legal do Saneamento, que pretende levar água potável a 99% da população e coleta e tratamento de esgoto a 90% até 2033? Vai dar? Ora, se com UTI na pandemia fizeram o que fizeram, imagina com manilha, que fica enterrada.
O caso dos respiradores vem à pauta agora quando o STF devolve para a Justiça comum o processo no qual Rui Costa é culpado ou não pela contratação de uma empresa inidônea. Coincide com momento em que o Congresso rediscute o Marco Legal.
No Brasil, São José do Rio Preto e Santos, em São Paulo, e Uberlândia, em Minas, se aproximam bastante das pretensões, mas a grande maioria dos outros 5.567 parece estar infectada com o vírus do respirador. Que triste.
SPU vai visitar Cova de Onça
Líderes da Associação dos Filhos e Amigos de São Sebastião, ou Cova de Onça, o povoado da Ilha de Boipeba que é colado com a Ponta dos Castelhanos, se reuniram ontem com técnicos da Secretaria do Patrimônio da União (SPU).
Ficou acertado que a SPU vai a Cova de Onça fazer uma visita oficial. Lá, a comunidade é a favor da instalação do Condomínio de luxo que tem sido alvo de polêmica e queixam-se que eles não são ouvidos.
Jerônimo entra em sintonia fina com empresários de Feira
Dizem que Jerônimo está cada vez mais se afinando com Feira de Santana. Na micareta, marcou presença duas vezes. Anteontem foi lá conversar com líderes empresariais dos quais recebeu uma lista com 15 pedidas e pediu 40 dias para dar resposta.
No topo da lista, duas reivindicações que há muito povoam as esperanças feirenses, a requalificação do aeroporto e também do Centro de Convenções de Feira de Santana.
Curioso é que o acidente com a carreta que incendiou e travou o tráfego na BR-324 segurou Jerônimo. Ele acabou dormindo lá mesmo e ontem de manhã visitou o Centro de Convenções, sempre acompanhado do deputado Zé Neto (PT) e do secretário Angelo Almeida (Desenvolvimento Econômico), que é da terra, e anunciou que já botou a Conder em campo.
É 2024 que chega chegando na Princesa do Sertão.
Sucessor de Alban na Fieb ainda é questão em aberto
Publicamos ontem aqui que Angelo Calmon de Sá Júnior seria o sucessor de Ricardo Alban na presidência da Federação das Indústrias da Bahia (Fieb), mas não é bem isso.
Ele é o primeiro de uma lista de oito vices-presidentes, mas não existe mais a figura do 1º vice, como quando Alban assumiu no lugar de Carlos Farias. O regulamento foi alterado.
Na verdade, o processo para a escolha do sucessor de Alban vai ser iniciado agora, já que o próprio acertou com os colegas de diretoria que assim seria, já que ficaria ruim estar num processo eleitoral lá e abrir outro cá.
Alban só toma posse na presidência da CNI em outubro. Até lá, há bastante tempo.
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