Com ventos a favor, o oeste é só sorrisos. Vai tudo muito bem
Após dois anos de pandemia, a exposição segue batendo recordes

A Bahia Farm Show, que acontece até hoje em Luís Eduardo Magalhães, botou o oeste para respirar no rumo de um tempo novo na economia da Bahia. Lá, após dois anos de pandemia, todos os ventos sopram a favor. A exposição bate recordes.
O parque ficou maior, tem 370 participantes, um recorde, 32% a mais, os negócios vão passar a casa dos R$ 2 bilhões, outro recorde. A soja, um dos produtos principais, também entra com duplo recorde, de preços e produtividade.
E para completar, Rui Costa e o colega do Tocantins, Wanderley Barbosa (sem partido) celebraram um acordo histórico, o estabelecimento dos marcos definitivos das divisas, acabando um conflito de 37 anos.
Maravilha —De quebra, Bolsonaro foi lá e agora João Roma, o candidato dele ao governo, entra na ponga anunciando a duplicação do trecho da BR-242 entre Barreiras e Luí Eduardo Magalhães, velha pedida.
Quem traça a configuração do cenário positivo, principalmente para o agronegócio, é o presidente da poderosa Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Odacil Ranzi.
— Estamos muito felizes. Agora mesmo nos chega a notícia de que na nossa região teremos duas usinas para a produção de etanol à base de milho. Isso é muito bom para toda a cadeia produtiva.
Odacil destaca que o acordo entre Bahia e Tocantins, na disputa pelo controle do povoado de Panambi, é algo que bate muito bem para levantar a auto-estima regional.
— É algo extraordinário, inédito na história. Fica valendo a linha traçada pelo IBGE. Isso acaba com 37 anos de conflitos.
Maravilha —Diz Odacil que isso criava enorme insegurança jurídica, com os registros das terras sempre questionados, foco de transtornos bancários principalmente.
Manuel Lamartine, técnico do IBGE que atua na Comissão de Divisão Territorial da Assembleia, diz que o acordo Bahia-Tocantins é relevante pelo ineditismo. E pode ajudar noutras situação pelo Brasil, como o célebre conflito entre Ceará e Piauí pela Serra da Ibiapina.
Luíde, de Carlinhos Brown a Carybé, um lugar ao sol
Amigo de Carlinhos Brown desde os tenros tempos do Candeal, Luíde Araújo Coutinho, ou simplesmente Luíde, 55 anos, foi o artista da vez na semana que se encerra no saguão de entrada da Assembleia, com suas telas sobre casarios e figuras da cultura africana na mostra ‘De lá do Candeal’. Nem precisa perguntar se ele gostou da experiência:
— Maravilhosa, reconfortante.
Luíde, que trabalha na Galeria Carybé há 35 anos, diz que foi estimulado a pintar pelo próprio Carybé e agora vai levar o resto da vida.
— Sou apaixonado por casarios. Vamos lá.
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