Corte de verbas na educação, um lastimável equívoco de Bolsonaro
Na ciência política se diz que saúde, segurança e educação são os três mais sublimes papéis de estado

Vítor Reis, aluno da UFRB, faz uma pergunta tão singela e caceteira: dá para achar certo o corte de verbas feito pelo governo nas universidades e nos institutos federais de educação?
A resposta também é rápida e caceteira: se não o pior dos equívocos cometidos por Bolsonaro, com certeza absoluta, um dos piores, nos deixando a sensação de pátria lesada.
Na ciência política se diz que saúde, segurança e educação são os três mais sublimes papéis de estado. Na saúde, o presidente fecha o mandato no quarto ministro do setor, na segurança, ele manda você comprar um fuzil e na educação, apronta uma dessas. E por puro preconceito, o de achar que as universidades são ninhos de comunistas.
Na farmácia —Certa feita, em Brasília, na Rua das Farmácias, deparei-me com uma chamada Casa dos Diabéticos. Zorra! A tal casa mais parecia um palácio, chegou a dar a sensação de orgulho por ser diabético.
Aí cai a ficha. Sabe quando é que eles vão achar a cura do diabetes? Nunca. Virou um negoção . A indústria farmacêutica não deixa as pesquisas avançarem. É exatamente por coisas desse tipo que a pesquisa científica deve pairar acima de quaisquer outro interesse que não o público.
A busca pelo conhecimento é sagrado papel de Estado. Cortar verbas das instituições públicas de ensino é gol contra de propósito.
Meu caro Vítor, não dá para duvidar de nada ruim partindo de quem perde a eleição e pede a volta da ditadura. Vamos ver se viramos essa página.
Trade turístico liga o alerta de olho na 3ª onda da Covid
A volta da obrigatoriedade do uso de máscaras em locais públicos e privados acendeu o pisca alerta do pessoal do trade turístico. O medo vem em dose dupla: de que a crise se agrave, atinja o reveillon e isso reverbere também para o carnaval. Um empresário, do Morro de São Paulo, sintetizou:
— Dá calafrios só de pensar. Seria um horror. Nós nem nos recuperamos da crise.
Alguns donos de hotéis dizem que no setor, fortemente atingido, muitos estão procurando bancos atrás de operações de créditos pleiteadas pela própria ABIH-Ba.
A Fecomércio está atenta. O presidente Kelson Fernandes soltou nota recomendando obediência as determinações do governo.
A situação caracteriza bem a estampa que marca a pandemia da Covid, a briga entre o CPFs e os CNPJ. Os hospitais lotam e determinam as restrições que matam os CPFs.
Deputados do PP na espera
Os deputados estaduais do PP de João Leão, que a vida toda foram governistas e de março para cá mudaram para a oposição, dizem que a única coisa certa é que vão agir em conjunto, na oposição.
Niltinho, por exemplo, diz que nunca foi convidado para discutir isso fora do partido e também nunca escondeu a boa relação que sempre teve com os colegas.
— Vamos definir isso no partido, por maioria.
Costa do Descobrimento na espera do aeroporto
O projeto do novo aeroporto da Costa do Descobrimento, em Santa Cruz de Cabrália, estimado em R$ 7,6 bilhões, foi apresentado na semana passada na Bolsa de Valores de São Paulo por Marcus Cavalcanti, secretário da Infraestrutua da Bahia.
Vinte representantes de empresas estiveram lá presencialmente e outros 100 on line, sinal de que interesse há, mas em Santa Cruz de Cabrália, apesar do prefeito Agnelo Santos (PSD) ter estado no ato da apresentação do projeto, em São Paulo, repercutiu pouco.
O projeto, que também foi postergado por conta da pandemia, interessa aos alemães donos dos resorts Campo Bahia e Vila Angatur.
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