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Levi Vasconcelos

Por Levi Vasconcelos

ACERVO DA COLUNA
Publicado domingo, 15 de março de 2026 às 7:30 h | Autor:

Disputa 2026 é o velho Lula contra o velho Bolsonaro travestido com o nome de Flávio

Confira a coluna de Levi Vasconcelos deste domingo, 15

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Confira esta análise política estratégica, contexto geopolítico de 2026 e o tradicional folclore político baiano na coluna de Levi Vasconcelos deste domingo, 15
Confira esta análise política estratégica, contexto geopolítico de 2026 e o tradicional folclore político baiano na coluna de Levi Vasconcelos deste domingo, 15 -

No marketing político se faz principalmente três tipos de pesquisas, a quantitativa, ou quanti, a mais comum, a que mostra intenções de voto e rejeições; a qualitativa, nas quais são expostos pontos positivos e negativos dos candidatos; e as de profundidade, nas quais se busca uma compreensão aprofundada de uma questão.

Uma olhadinha numa quali de 2026 comparada com uma do mesmo período de 2022 constata, sem maiores relambórios, que é quase mais do mesmo. Mudam dois fatos: antes Lula era oposição após ter sido presidente dois mandatos. E o adversário dele era Jair, agora Flávio, mas ambos Bolsonaro.

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Herança maldita –Hoje Lula tem como pontos positivos o combate à fome e à pobreza e o sucesso na política externa. Como negativa, a corrupção que aflorou com o Mensalão e depois com a Lava Jato, mais a dificuldade na articulação política com o Congresso.

Esse item emerge na cena como uma herança maldita da era Bolsonaro, o Jair, que se dizia contra o toma lá dá cá, e teve que jogar o jogo que não sabia jogar se arreganhando todo, o que resultou num crescimento das emendas parlamentares de R$ 5 milhões para R$ 50 milhões, obra de Arthur Lyra, deputado paraibano que era o presidente da Câmara.

Por conta da tal herança ele não esteve bem avaliado nos dois primeiros anos do governo, até que, ano passado, Donald Trump, o presidente dos EUA, baixou o tarifaço que o fez conquistar pontos positivos pela forma da reação.

A mesma questão internacional que o ajudou agora é uma ameaça, também provocada por Trump. A guerra por ele deflagrada contra o Irã bateu forte nos combustíveis e isso pode resultar em inflação, especialmente com a alta nos preços dos alimentos.

A questão em aberto que pode influenciar cá: até onde isso vai chegar?

Herança bendita –Já Flávio tem de positivo ter herdado e incorporado bem o legado político do pai, que agregou a extrema direita e a direita num mesmo pacote. É o filho mais velho de Jair Messias, e esbanja a lealdade familiar, o que lhe dá a condição de candidato competitivo mesmo contra Lula.

Tem também de bom a capacidade de articulação no Senado, mas também aí começa o seu cabedal de desvantagens quando afasta da possibilidade de aliança setores que não engolem o discurso histriônico que muitas vezes parece raivoso.

Na Bahia – Historicamente o sul do país sempre ostentou uma postura colonialista com o Nordeste. O pessoal do Agro não gosta de Lula por conta das invasões do MST e da postura pró-indígena na eterna disputa por terras, mas tem também o lado dos abençoados contra os paus de araras.

As pesquisas apontam que essa discriminação se dá dentro do próprio PT, já que nos dois primeiros mandatos de Lula o Nordeste dava os votos, mas quem dava as cartas eram os petistas sulistas, mais os paulistas.

É por isso que Rui Costa na Casa Civil recebe tanta porrada. Lula sempre olhou para os nordestinos e por isso sempre venceu cá. Os feitos mais visíveis estão no campo da educação, com a expansão de universidades (a Bahia ganhou mais cinco).

Embora os aliados de ACM Neto digam que os feitos já esgotaram o potencial, a configuração política girou. Agora é esperar.

POLÍTICA COM VATAPÁ

Ursicino, o humor

Ursicino Queiroz, médico, prefeito de Santo Antônio de Jesus, líder do grupo Jacú, que duelava com o Beija-Flor do também ex-prefeito Renato Machado, tinha um estilo bem visível, sempre estrilando bom humor por onde andava, o tempo todo.

Ele foi depois deputado federal e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, sempre carregando o mesmo jeito. E eis que lá um dia, em visita ao bairro de São Benedito, em Santo Antônio, entrou numa mercearia para lanchar, avisou aos acompanhantes.

– Olhem vocês a regra do ‘comecom’, a de comer comedido, uma lei nossa.

Todo mundo entrou, se fartou, ele chegou no caixa, pagou a conta, na hora do troco, a moça falou:

– Dr. Ursicino, eu vou ter que ficar lhe devendo 20 centavos...

E ele:

– Peraí, minha filha, não é assim não. Eu vou chamar o tabelião, registrar em cartório e você assina, ok?

A moça entrou no rolê:

– Eu só espero que o senhor não me cobre juros.

Gargalhada geral.

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