LEVI VASCONCELOS
E Bolsonaro começa o segundo tempo do seu tempo de vidraça
Será que Bolsonaro vai acabar mesmo preso como tanto dizia temer?


E será que Bolsonaro vai acabar mesmo preso como tanto dizia temer? A pergunta aí vem de Alecsandro Ramos, lá da Avenida Luiz Tarquínio, na Ribeira, a propósito do rebuliço com o ex-presidente por conta dos cartões de vacina falsificados.
Se for, nada surpreendeente. O jogo político é assim, adversário quando não tem defeito se inventa, quando comete pecados de pequena monta eleva-se a quinta potência e quando é de fato grave os adversários largam o sorriso agradecidos.
No caso em apreço, escolha aí um dos dois últimos, seja lá qual a opção, muito vitaminada pela vasta coletânea de inimigos que Bolsonaro colecionou desde fora do poder e muito mais quando era o governante.
Anderson e Cid
Veja você que o cerco começou a apertar no entorno dele. O primeiro a ser preso, por conta de supostos envolvimentos com o 8 de janeiro, é o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, por acaso um delegado de polícia. E agora, no caso da vacina, o ajudante de ordens, o tenente coronel do Exército Mauro Cid.
No rastro do caso da vacina o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chamou a associação do pai com o caso da ex-vereadora Marielle Franco, assassinada no Rio, de ‘escrota’. O outro filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) classificou a ação da PF de ‘esculacho’.
Já viu meu caro Alecsandro? Bolsonaro e cia, tão acostumados a jogar pedras pesadas sobre os adversários começa a viver dias de vidraça.
Coelba volta a pauta da Alba com produtores insatisfeitos
A Coelba voltou a pauta da Comissão de Agricultura da Assembleia. O deputado Luciano Araújo (SD) aprovou por unanimidade chamar a direção da Coelba para explicar por que o atendimento a produtores rurais na Bahia é tão precário.
— Há empresas que geram mais de 400 empregos e há mais de um ano estão pedindo a ampliação da energia, e estão sem qualquer resposta.
A queixa contra a Coelba é velha. Ano passado o deputado Tum, hoje secretário da Agricultura, chegou a pedir a CPI da Coelba.
Dizia ele que alguns produtores chegaram a ganhar na justiça o direito de fazer ‘gatos’. E o xís da questão está no fato de que o contrato de concessão da Coelba, de 30 anos, vai vencer em 2027 e a empresa não tem interesse em gastar na ampliação da rede.
O controle da Coelba foi vendido em 1997 a Guaraniana S.A por R$ m1,73 bilhão.
Alban fica na CNI 4 anos
O empresário Ricardo Alban, um dos donos da Biscoitos Tupi que em 2014 era vice e assumiu a presidência da Fieb porque o titular, Carlos Farias, morreu nove meses após a posse, foi eleito ontem tranquilamente presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Ele vai tomar posse em outubro.
Reafirmou o que já vinha dizendo, vai pautar os seus esforços para estimular a produção de energia limpa.
Cordélia, estrela de Neto em 2022, em baixo astral
Estrela principal da campanha de ACM Neto no extremo sul da Bahia ano passado, também eleitora declarada de Bolsonaro, Cordélia Torres (UB), prefeita de Eunápolis, vive dias de inferno astral. A Câmara vota hoje o pedido de afastamento dela, acusada de ter feito um decreto extemporâneo para pagar as despesas do ‘Pedrão’, o São Pedro de lá.
Ela tinha folgada maioria na Câmara, 12 a 5, mas perdeu por conta de brigas por cargos.
Contam que o vereador Adriano Cardoso (SD) chegou a puxar um revólver para obrigar o presidente da Câmara, Jorge Maécio (PP), a botar o pedido de afastamento em pauta. Se assim foi, ganhou, mas o clima é pesado.