Na reta de chegada do jogo 2022 até ameaça de golpe tem. Acredite

Tom da voz que sai dos quartéis é o mesmo, as Forças Armadas não querem romper a ordem institucional

Publicado sábado, 09 de julho de 2022 às 05:30 h | Atualizado em 08/07/2022, 23:32 | Autor: Levi Vasconcelos
Marcelo Nilo: ‘Vontade ele pode até ter, mas não há clima’
Marcelo Nilo: ‘Vontade ele pode até ter, mas não há clima’ -

Adriano Freitas, de Amalina, Salvador, pergunta: será que Bolsonaro teria coragem de chutar a ordem institucional e dar um golpe?

Coragem ele tem. Sucesso é que acho improvável, embora o tiro na Folha de São Paulo e o ataque ao carro do juiz Renato Borelli sejam sinais tenebrosos. Mas Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer, ex-presidentes da República, almoçaram esta semana e dizem que são interlocutores de militares e o tom da voz que sai dos quartéis é o mesmo, as Forças Armadas não querem romper a ordem institucional.

Mas convenhamos, Bolsonaro tenta criar ‘um clima’. Dá sinais de que vai encarar a eleição querendo ganhar nas urnas quando despeja na praça algo em torno de R$ 40 bilhões na forma de benefícios, mas põe tantas suspeitas sobre as urnas eletrônicas, não de agora, que já chegou ao ponto de dizer que em 2018 ganhou, mas foi roubado. Ou seja, ele deixa subentendido  que se não ganhar, não aceitará o resultado.

Sem povo —E há condições dele tentar um golpe? Deputados baianos em Brasília não acreditam. Marcelo Nilo (Republicanos), por exemplo, vai no mesmo:

—Vontade ele até pode ter, mas clima não. Um golpe de estado tem que ter o povo querendo, como em 64. Mesmo entre os aliados dele os que querem o golpe chegam no máximo a 10%. E os militares também não querem isso.

Vá  que assim seja, mas a escolha do general Braga Neto para vice, alijando Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura e com apoio irrestrito do agronegócio, é outro sinal.

Adesão no show de Galvão

O show que Maurício Dias, o Mauriçola, está organizando hoje em Juazeiro para apoiar Luiz Galvão, o fundador do grupo Novos Baianos, teve adesão ampla, geral e irrestrita dos artistas de todo o Nordeste. 

Nada menos que 46 já haviam confirmado presença até ontem, mas Mauriçola diz que ainda cabe mais:

— A ideia é que cada um cante uma ou duas músicas. Cabe bem mais gente.

Vacina contra o voto ‘Nelu’

O time de João Roma tenta colar ACM Neto em Lula para surfar sozinho e o de Jerônimo tenta colar ele com Bolsonaro com a intenção de desestimular o ‘voto Nelu’, como chamam. 

Nessa guerra, 0 pessoal do PT vai requentar aquele clássico discurso proferido por Neto em 2005 no qual ele diz que daria ‘uma surra’  em Lula. O episódio, com muitos registros na internet, estava arquivado. Agora...

Fora de campo pela Covid

E por falar em ACM Neto, no seu périplo pelo interior neste fim de semana, ele vai hoje a Utinga, na Chapada Diamantina, on de será recebido pelo prefeito Jouylson Santos (PSB) que é muito ligado ao deputado federal Marcelo Nilo (Republicanos).

Mas Marcelo, que é cotado para vice de ACM Neto, não estará lá por uma razão: testou positivo e desde  segunda-feira está em casa de quarentena, com a Covid.

Candeal em dia de muita tristeza, com sete mortos

Imagine você uma pequena cidade com pouco mais de 10 mil habitantes em que  cinco pessoas de uma mesma família, entre eles uma criança de 45 dias, morrem num acidente. Esse cenário melancólico aconteceu ontem em Candeal, na região de Feira de Santana, com mais dois agravantes funestos: mais duas pessoas, Edvilson e Zé, ambos com quase 70 anos, também morreram.

O professor Raimundo Vacarezza,  genro de Edvilson, presente ontem nos sete enterros, diz que foi a coisa mais triste já vista por lá:

— Fechou tudo. Ninguém tinha clima para fazer mais nada. A família Lima (as cinco vítimas) era do distrito de Covão. Eles foram ver um familiar que sofreu acidente de moto. Na volta, essa tragédia.

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