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Levi Vasconcelos

Por Levi Vasconcelos

ACERVO DA COLUNA
Publicado terça-feira, 27 de junho de 2023 às 6:15 h | Autor:

Zelito Miranda foi o cara no forró de 2023. Recebeu aplausos gerais

Confira a coluna de Levi Vasconcelos desta terça-feira

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conduta, imagine Zelito que foi do bem. Este ano ele estreou noutro astral.
conduta, imagine Zelito que foi do bem. Este ano ele estreou noutro astral. -

Com o jeitão sempre alegre e brincalhão, Zelito Miranda costumava dizer que a magia do forró é tanta que chega a deixar sem gosto o que antes era permitido e hoje é crime. E citava:

— Veja aquela beleza chamada Olha pro céu. Foi feita por Luiz Gonzaga (e José Fernandes) em 1951, eu nem tinha nascido. Foi cantada a vida toda e ainda hoje é com aquele verso: Olha pra aquele balão multicor/Como no céu vai sumindo. O balão está proibido há mais de 20 anos. E a música tá aí imperando na cultura junina.

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Ele citava também Feira de Mangaio, de Sivuca, em 1971, um dos grandes sucessos de Clara Nunes. Tem o verso que diz: ‘E Zé saiu correndo pra feira de pássaros/E foi pássaro voando em todo lugar’.

— Naquela época a venda de pássaros silvestres nas feiras era comum. Hoje é crime.

Homenagens —Zelito, autor de sucessos como Ametista e Modernidade, morreu em 12 de agosto do ano passado, 18 dias antes de completar 68 anos, e este foi o primeiro São João dos últimos 45 anos com ele fora dos palcos.

Fora em presença física, é claro, porque em matéria de reverências respeitosas só deu ele, de ponta a ponta, onde rolou forró na Bahia ele apareceu no palco entre cânticos e aplausos dos colegas.

Aliás, também na mídia em geral, com destaque para o Arraial do JM, na tv, tendo Del Feliz e Adelmário Coelho à frente. Se a beleza do forró doira de poesias até desvios de conduta, imagine Zelito que foi do bem. Este ano ele estreou noutro astral.

Com a BR mais travada, voo Salvador-Feira tem futuro

Irritado porque na noite de quinta passou mais de 6 horas travado na BR-324, entre Salvador e Feira de Santana, o deputado federal Paulo Azi (UB) disparou: ‘Já passou da hora de tirar essa empresa daí’.

Ele se referia à Via Bahia, concessionária da rodovia, que pode até ter os seus pecados, mas culpada por engarrafamento? E o ferryboat? E a Litoral Norte? Ou seja, as três entradas e saídas de Salvador em épocas de intenso movimento são problemáticas.

Ontem, a 324 também travou, com a volta do São João, e a explicação é o crescente número de veículos. Entre carros de passeio, ônibus, caminhonetes, caminhões e afins a Bahia tinha 2.871.271 10 anos atrás, em 2013, hoje são 4.887.673, dois milhões a mais.

É por isso que jornalistas lá de Feira dizem que o voo Salvador-Feira a ser inaugurado pela Latam dia 4 tem muito futuro. A 324 só piora.

Alba em clima de ressaca

A Assembleia funcionou ontem, mas em clima de ressaca do forró. No início da tarde sete deputados registraram presença em plenário, mas nenhum apareceu em cena. E também o restaurante a la carte não funcionou.

Aliás, um auxiliar de deputado contava ontem que após mais de duas horas de atraso na BR-324 ‘o patrão’ chegou em Salvador e viu um engarrafamento na Paralela, falou:

— Isso é merdinha.

Targino Gondim dança entre o forró e outros

Targino Gondim, o forrozeiro de Juazeiro, sacudiu a galera sexta no distrito de Maria Quitéria, em Feira de Santana. No palco, cantou e tocou forró, mas também arrocha e sertanejo. A galera gostou, mas o jornalista Luiz Tito, presente no ato, resmungou. Minutos antes Targino tinha lhe dado uma entrevista condenando a invasão do forró por outros ritmos. Fala ele:

— Estamos lutando para que aprovem a Lei Luiz Gonzaga. Recentemente eu, Santanna, Alcymar Monteiro e Flor de Mandacaru fomos a Brasília buscar apoio com Arthur Lira e outros deputados para aprovar esse projeto.

Essa lei obriga que 80% da verba para os festejos juninos sejam só para forrozeiros, quadrilhas e afins.

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