A importância do futebol para a economia baiana
Confira a coluna Made In Bahia

O futebol é um negócio inserido na indústria do entretenimento que há muito ultrapassou as quatro linhas. Mais do que paixão, trata-se de um ativo econômico com capacidade real de impulsionar o desenvolvimento das cidades, desde que seja tratado como tal.
Estudo da consultoria EY, realizado a pedido da Confederação Brasileira de Futebol, aponta que o setor movimenta cerca de R$ 55 bilhões por ano, o equivalente a 0,75% do PIB nacional. Não é sójogo: é dinheiro girando e movimentando cidades.
Esse impacto aparece com mais força em cidades onde há partidas. Em dias de jogo, as cidades se transformam: bares e restaurantes lotam, cresce a demanda por hotelaria, transporte, estacionamentos, comércio, segurança e outros serviços.
Tal ciclo, por consequência, ainda contribui com a arrecadação tributária municipal.
Turismo do Futebol- A Copa do Mundo trouxe para o Brasil a modernização dos estádios e melhora das infraestruturas, o que reforçaram a imagem das cidades que receberam os jogos.
Somada a isso, as dinâmicas trazidas pelas redes sociais, pelas televisões próprias dos clubes, e produções nas gigantes do streaming transformaram a ida ao estádio numa experiência diferenciada, incrementando o turismo interno, sobretudo quando envolvem equipes das Series A e B do Brasileirão.
Reflexos na Economia Baiana- Na economia baiana, isso já é realidade. Salvador recebe torcedores que, em geral, prolongam a estada para aproveitar a cidade e destinos próximos, como Praia do Forte, ampliando o impacto econômico.
E não só o futebol profissional. Competições como o intermunicipal – torneio de futebol entre os municípios - movimentam o interior, geram renda, ativam o comércio e fortalecem o vínculo da população com suas cidades.
Desenvolvimento Urbano- O futebol exerce também influência direta sobre o espaço urbano. A construção de centros de treinamento fora das cidades-sedes gera impactos relevantes nas economias locais. Essa estratégia – recentemente usada pelo Bahia SAF– gera demandas locais, tais como academias, serviços de saúde, moradia, dentre outros.
Outro exemplo emblemático é o Barradão. O equipamento não só fortaleceu o Vitória esportivamente, como também contribuiu para o desenvolvimento de uma região anteriormente isolada.
Conclusão- As experiências baianas mostram que o potencial econômico do futebol vem sendo aproveitado. No entanto, como uma melhor visão dos gestores, novas oportunidades e novas rendas podem surgir.
Para tanto, é necessário tratar o futebol como uma operação econômica relevante. As cidades que entenderem isso vão crescer com o futebol. As que não entenderem vão continuar deixando dinheiro na mesa.
*Sócio Pereira Junior AdvocaciaSiga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
Participe também do nosso canal no WhatsApp.
