Busca interna do iBahia
HOME > colunistas > MADE IN BAHIA
COLUNA

Made In Bahia

Por Cesar Bandeira, Gerente Regional NE da J&T Express

ACERVO DA COLUNA
Publicado • Atualizada em | Autor:

Bahia no radar global com tensão no estreito de Ormuz

Confira coluna Made In Bahia desta terça

Ouvir Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email
Imagem ilustrativa da imagem Bahia no radar global com tensão no estreito de Ormuz
-

O mundo acompanha com apreensão a escalada de tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, especialmente diante do risco de bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do petróleo global. Embora o cenário seja geopolítico e delicado, ele também reposiciona cadeias produtivas e abre janelas de oportunidade para regiões estrategicamente preparadas. A Bahia está entre elas.

A possível interrupção no fluxo de petróleo eleva preços internacionais e pressiona mercados. Para o Brasil, isso representa aumento de custos logísticos e energéticos, mas também cria espaço para maior protagonismo como fornecedor alternativo. Nesse contexto, a Bahia se destaca por sua vocação energética: o estado já é referência nacional em energia eólica e solar, além de possuir ativos relevantes no setor petroquímico, como o Polo de Camaçari. O avanço de investimentos em energias renováveis pode posicionar a Bahia como hub exportador de energia limpa e derivados, especialmente para mercados que buscam reduzir dependência do Oriente Médio.

Tudo sobre Made In Bahia em primeira mão!
Entre no canal do WhatsApp.

Outro vetor de oportunidade está na logística. Com o redesenho das rotas marítimas globais, portos brasileiros ganham relevância. A localização estratégica da Bahia, com acesso privilegiado ao Atlântico, pode atrair operações de transbordo, armazenagem e distribuição. Portos como Salvador e Aratu-Candeias têm potencial para ampliar sua participação no comércio internacional, desde que acompanhados de investimentos em infraestrutura, digitalização e eficiência operacional.

Além disso, há impacto direto no agronegócio. A elevação dos custos de frete e insumos no mercado global pode favorecer produtores locais, sobretudo no oeste baiano, que já desponta como potência agrícola. A Bahia pode ampliar exportações de grãos, fibras e alimentos processados, aproveitando a demanda de países que buscam diversificar fornecedores em tempos de instabilidade.

No campo industrial, a reconfiguração das cadeias globais, o chamado “nearshoring”, tende a aproximar produção e consumo. Isso abre espaço para a Bahia atrair novas indústrias, especialmente aquelas que desejam reduzir riscos geopolíticos e logísticos. Com incentivos adequados, mão de obra qualificada e integração logística, o estado pode se consolidar como plataforma industrial do Nordeste.

Crises globais, historicamente, redefinem lideranças econômicas. A Bahia, com seus ativos naturais, posição geográfica e potencial produtivo, tem a oportunidade de transformar instabilidade externa em crescimento interno. Mas isso exige visão estratégica, articulação público-privada e velocidade de execução.

O mundo muda rápido. A pergunta é: a Bahia está pronta para ocupar o espaço que se abre?

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.

Participe também do nosso canal no WhatsApp.

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Email Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar no Whatsapp

Tags

Relacionadas:

Assine a newsletter e receba conteúdos da coluna O Carrasco