Conexão como estratégia para a inovação na Bahia
Confira a coluna Made In Bahia

O ativo mais estratégico do ecossistema de inovação baiano vai além do Hardware (Estruturas Físicas). Na minha visão, o principal ativo do ecossistema é o nosso Wi-Fi (rede de conexões) que conecta pessoas, organizações e iniciativas, formada pelas comunidades que transformam acesso em colaboração e colaboração em resultado.
Nos últimos anos, a Bahia construiu uma base consistente. São mais de 800 startups ativas, crescimento contínuo e ambientes como o Hub Salvador ampliando em mais de 60% o número de empresas conectadas. O Parque Tecnológico da Bahia consolidou uma base relevante de fomento e desenvolvimento estadual, enquanto eventos como o BTX e o Innpulse Fórum reúnem centenas de startups e atores estratégicos em torno de negócios concretos.
Esse avanço estrutural é relevante, mas o próximo salto depende da qualidade das conexões.Ainda vemos startups com dificuldade de escalar, empresas regionais pouco integradas ao ecossistema e baixa adoção de soluções desenvolvidas localmente. Esse cenário evidencia a necessidade de fortalecer a conexão entre quem desenvolve soluções e quem demanda inovação.
A inovação se consolida na interação entre pessoas, organizações e objetivos. Algumas iniciativas recentes já apontam caminhos consistentes. O Hub Conecta UNIFACS e o Minex Hub foram estruturados a partir da construção de suas comunidades, o que fortaleceu desde o início a geração de valor. O ConectaHubs amplia essa lógica ao integrar diferentes ambientes e setores, promovendo colaboração e novas oportunidades de negócios.
Ambientes que operam com foco em comunidade tendem a apresentar maior densidade relacional, mais agilidade na tomada de decisão e maior geração de valor. Esse movimento está diretamente associado ao modelo mental adotado na gestão desses espaços.
O ecossistema baiano já dispõe de talento, startups e capacidade técnica. O avanço agora exige priorizar a colaboração estruturada, a inovação aberta e a valorização de soluções desenvolvidas no próprio estado.
Para líderes empresariais, essa agenda é objetiva: Contratar startups locais como fornecedoras e parceiras estratégicas; Levar desafios reais para o ecossistema; Estimular a cocriação de soluções; Participar ativamente de comunidades.
Desenvolver uma cultura organizacional orientada à colaboração, ao aprendizado contínuo e à geração de valor coletivo. A evolução da inovação na Bahia estará diretamente associada à capacidade de fortalecer conexões qualificadas, ampliar a colaboração e transformar ativos existentes em resultados consistentes.
Os espaços físicos seguem relevantes, mas o diferencial competitivo estará na força das redes que conectam pessoas, ideias e oportunidades de forma estratégica e contínua.
*Presidente da ABRH/BaSiga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
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