Caminhada une quem convive com epilepsia
Confira coluna Tempo Presente desta terça-feira, 17

Alexandre, o Grande, Machado de Assis e Van Gogh estão entre os gênios da humanidade acometidos de epilepsia, uma boa razão para a realização de uma caminhada, saindo do Farol da Barra, às 9h do dia 22.
Doença dos nervos caracterizada por convulsões e tremores, a epilepsia não tem causas específicas, mas sugere o enfrentamento por medicações de controle, a mais recente e bem sucedida delas o canabidiol.
A caminhada faz parte da campanha Março Roxo, seguindo a tática consagrada pelas Nações Unidas, reservando um mês e uma coloração a fim de aumentar a conscientização sobre determinadas enfermidades.
A mobilização, promovida pela Associação Baiana de Pessoas com Epilepsia, Familiares e Amigos (ABPEFA), visa reunir pacientes, familiares, amigos, profissionais da saúde e quem mais se dispõe a cuidar dos portadores.
– A associação surgiu depois de uma crise que tive durante a pandemia, quando fraturei meu joelho e passei a enfrentar crises convulsivas diariamente por um longo período – afirma a presidenta Alessandra Nascimento.
Embaixadora da Associação Brasileira de Epilepsia, Alessandra Nascimento, percebeu, ao sofrer na própria carne, o quanto se precisava avançar em informação, acolhimento e garantia de direitos para conviver com as crises.
Segundo Alessandra Nascimento, “a caminhada e as ações do Março Roxo são uma forma de dar visibilidade a essa causa e mostrar que ninguém precisa enfrentar essa jornada sozinho”.
Como apoio às ações da ABPEFA, a Afya Salvador vai reservar vagas extras para atendimento ambulatorial a pessoas com epilepsia, em agendamento para as segundas, terças e quartas-feiras de março.
ABRE ASPAS
“Cuba é uma ilha linda. Clima ótimo. Terei a honra de tomar Cuba. Se eu a libertar ou não, eu a tomarei. Acho que posso fazer o que quiser com ela, para falar a verdade”.
Donald Trump, presidente dos EUA, reiterando o desprezo ao direito internacional no uso de ameaças e violências para interferir na soberania de países já empobrecidos ou isolados pelo regime dos EUA.
Calistenia avança
A calistenia — prática que utiliza apenas o peso do próprio corpo para exercícios físicos — começa a ganhar espaço na Bahia. Com cerca de 50 praticantes “oficiais”, a modalidade agora busca expansão após a Federação Bahiana ser habilitada a disputar recursos da Lei de Incentivo ao Esporte. Criada na Grécia antiga, a calistenia é vista como atividade de baixo risco de lesões e capaz de atrair praticantes de diferentes idades – incluindo muitos já com mais de 60 anos. A entidade planeja ampliar a divulgação, promover dois campeonatos este ano e incentivar turmas na Universidade Federal da Bahia e em Lauro de Freitas.
POUCAS & BOAS
- Em Lençóis ainda repercute o reconhecimento oficial pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) da Festa de Nosso Senhor Bom Jesus dos Passos como Patrimônio Cultural do Brasil. A aprovação aconteceu na 112ª reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan, na semana passada. Com mais de 150 anos de tradição, os festejos ao padroeiro dos mineiros movimenta a cidade todos os anos, com envolvimento de grupos culturais, da Paróquia e Prefeitura, além da Sociedade União dos Mineiros (Sum).
- ‘Mulheres em organizações cooperativas’ é o tema do curso que tem início amanhã em Cruz das Almas, com organização do Centro de Ciências Ambientais, Agrárias e Biológicas da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Com aulas presenciais sempre às quartas-feiras até o dia 15 de julho, a iniciativa visa o debate sobre a diversidade de gênero, raça e geração nas organizações cooperativas. Além de dar visibilidade ao protagonismo feminino, o curso também incentiva a reflexão sobre os principais desafios ainda enfrentados por elas, principalmente as negras e as rurais.
- O grupo Teatro Popular de Ilhéus iniciou ontem uma imersão de cinco dias denominada de Residência Artística ‘Teatro, Memória e o Relatório Figueiredo’. O evento acontece em regime de internato, na Escola Agrícola e Comunitária Margarida Alves (EACMA), situada na rodovia Ilhéus–Uruçuca. Para a residência foram selecionados através de edital 15 artistas que integram a programação anual do TPI.
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