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Cesta do Povo perdeu o sentido. Já vai tarde

Com Luiz Fernando Lima
Por Com Luiz Fernando Lima
| Atualizada em
A Ebal, que controla as lojas da Cesta do Povo, tem um rombo acumulado de pelo menos R$ 381,8 mi
A Ebal, que controla as lojas da Cesta do Povo, tem um rombo acumulado de pelo menos R$ 381,8 mi -

Com todo respeito aos funcionários da Cesta do Povo, que nos últimos tempos estão angustiados com a legítima preocupação de preservar os empregos, mas, convenhamos, se a Bahia vendeu a Coelba, porque não é papel do estado comercializar energia; vendeu a Telebahia, porque não é papel do estado comercializar telefonia (e não é mesmo); tem sentido este mesmo estado insistir em ficar vendendo feijão, arroz, sabão e cerveja?

>> Leilão da Cesta do Povo é marcado para janeiro de 2016

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Dizem que quando a Cesta do Povo nasceu, em 1979, no início do segundo governo de ACM, tinha uma justificativa plausível. Na época, tempo de inflação galopante, fazia um contraponto com o mercado, freando a escalada do custo da cesta básica.

Há quem diga também que na real foi uma vingança de ACM contra Mamede Paes Mendonça, dono da rede Paes Mendonça, que apoiou o governo de Roberto Santos.

Seja lá qual tenha sido a motivação, o povo tem muito mais saudade de Mamede do que vai ficar da Cesta. Ela já vai tarde.

Longevidade —A Coelba durou 37 anos nas mãos do estado, foi fundada em 1960 e vendida em 1997; a Telebahia, 25 anos, foi fundada em 1973 e vendida em 1998; e a Cesta do Povo, criada em 1979, até hoje, 36 anos depois, está aí. Faz sentido?

Erro de cálculo I

Antes da votação no TJ se dizia que a candidatura da desembargadora Rosita Falcão ajudava Maria do Socorro, porque ela tiraria votos de Olegário Caldas.

Não foi bem isso que a urna mostrou. No primeiro turno, Socorro teve 27 votos, contra 17 de Olegário, 5 de Rosita e 5 de Ivete Caldas.

Dos 10 votos de Rosita e Ivete, seis migraram para Socorro e três para Olegário.

Em suma, se Rosita não fosse candidata, Socorro venceria no 1º turno. Só faltou um voto.

Erro de cálculo II

Lula foi copiosamente vaiado ontem na Marcha da Liberdade, ao discursar em frente ao Plano Inclinado da Liberdade.

Recebeu algumas palminhas, vá lá. Mas, no balanço, perdeu feio. Se imaginasse o que o aguardava, com certeza não iria.

"Por que fomos capazes de fazer isso? Porque fizemos um excelente progresso no aumento da produção, reduzindo os custos unitários e melhorando a produtividade em nossas operações"

Jac Nasser, presidente da anglo-australiana BHP Billiton, acionista da mineradora Samarco junto com a Vale, lamentando o acidente em Mariana que a empresa por ele presidida causou e festejando o fato de ter distribuído US$ 6,6 bilhões de lucro aos acionistas.

Meio feriado

Alagoinhas virou um caso atípico no Dia da Consciência Negra. Lá, é meio feriado.

O prefeito Paulo Cezar (PDT) decretou feriado, o comércio entrou na Justiça argumentando que o município só tinha direito a quatro feriados por ano e decretou o quinto.

O comércio ganhou, mas ontem a prefeitura fechou e o comércio funcionou.

Seja como for, ninguém festejou. A cidade foi surpreendida com a morte súbita do vereador Raimundo Mutuca (PP), 61 anos, vice-presidente da Câmara.

Coscuvilhice

Coscuvilhice. Já ouviu falar nisso? É o que José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, diz estar acontecendo com ele, com as sucessivas acusações no bojo da Lava Jato.

- É uma expressão portuguesa que quer dizer a fofoca repetida inúmeras vezes na tentativa de transformar em verdade. É o 'ouvi dizer' que 'ouvi falar' que 'ele sabia'.

Pasadena —A última vez em que o nome dele apareceu na Lava Jato foi esta semana, na delação do ex-assessor da diretoria internacional da Petrobras Agosthilde de Carvalho.

Agosthilde disse que na compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, Gabrielli teria escalado antecipadamente a Odebrecht para realizar obras 'a fim de honrar alguns compromissos políticos'.

Turismo em pauta

Essa é da série não é comigo; sobre a nota Turismo em pauta, ontem publicada, na qual Sílvio Pessoa, presidente da Federação Bahiana de Hospedagem e Alimentação, queixa-se por não ter sido convidado para o encontro com o ministro do Turismo sexta que vem, a Fecomércio, anfitriã, diz que a mesa-redonda é evento da Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados com apoio da Federação Nacional de Hotéis, Bares e Restaurantes. A ela coube apenas convidar os membros da sua entidade.

Os demais, é com a Comissão da Câmara.

Questão de mudança

Na avaliação do deputado federal Valmir Assunção (PT), o flagelo que os trabalhadores do Brasil estão passando com a crise econômica tem nome: chama-se Joaquim Levy.

Ele tributa todas as razões das desditas coletivas ao ministro da Fazenda. E vaticina:

- A política econômica tem que mudar, com Levy ou sem Levy.

Aí é que está. Já a oposição acha que só se resolve a crise mudando. Mas Dilma.

POUCAS & BOAS

Lembra a história das grávidas que foram demitidas do Hospital Dantas Bião, em Alagoinhas, pela Monte Tabor, que administrava a instituição até 30 de outubro? Final feliz. O bispo de Alagoinhas, dom Romeu Bastos, intermediou o caso e o Monte Tabor firmou convênio com o Monte Tabor. Elas vão ficar no Grupo Cáritas.

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (Crea-BA) festeja os seus 80 anos lançando segunda na Livraria Cultura do Salvador Shopping (19h) o livro A Engenharia e a História da Bahia, do jornalista Jolivaldo Freitas.

Colaborou: Patrícia França

POLÍTICA COM VATAPÁ

O veterinário

Essa quem contava era o jornalista Dailton Mascarenhas, bom de caneta e de caráter, hoje no céu.

Élquisson Soares, a estrela mais brilhante do velho MDB na Assembleia Legislativa da Bahia entre 1974 e 1978, finalizava mais um dos seus contundentes discursos contra o governo, quando Stoessel Dourado, arenista, advogado e veterinário, pediu um aparte.

- Dou o aparte, deputado. Mas antes quero que V. Excia. esclareça se eu estou falando com o advogado ou o veterinário.

E Stoessel:

- Deputado, sempre que me dirijo a V. Excia. quem fala é o veterinário.

Gargalhada geral. Élquisson desceu da tribuna e cumprimentou Stoessel.

Dailton tirava sarro com Stoessel também. Dizia que ele é o único Dourado que não era de Irecê.

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