Curso online enfrenta racismo e machismo
Confira a coluna Tempo Presente

Uma boa contribuição ao combate à violência contra a mulher é o novo curso, aberto, online e gratuito, oferecido pelo Coletivo de Filosofia da Terceira Margem (Cofitem), com primeira aula dia 30, às 19 horas.
O objetivo é ajudar a conter a crescente onda de conservadorismo, evidenciada por pesquisas que apontam que um em cada três jovens de até 20 anos defende que as mulheres devem obedecer aos homens.
O curso "Conversas Filosóficas" vai abordar, além de gênero, questões relacionadas a raça, classe e sexualidades; os encontros são transmitidos pelo canal do youtube da Rede Brasileira de Mulheres Filósofas.
Quem participar de cada encontro de quatro horas, dos oito previstos, terá acesso a um certificado.
- O curso não pressupõe pré-requisito nem leitura prévia, embora em uma ou outra aula, a professora ou professor possa fazer alguma sugestão - afirma a organizadora e líder do Cofitem, a professora da Ufba Juliana Aggio.
Ao final dos oito encontros, espera-se ter preparado o cidadão e a cidadã para verificar melhor se há alguma razão forte o suficiente de se formar crença nas narrativas ideológicas antigênero.
Terá obtido êxito a iniciativa apoiada pelo Conselho Nacional de Pesquisa Científica (CNPq) e pelos cursos de Pós-Graduação do Neim/Ufba e de Filosofia da Ufba, se a pessoa sair imunizada contra correntes como redpill, machosfera e outras reacionárias à irresistível autonomia da mulher.
O Cofitem é um coletivo de pesquisa em filosofia inspirado no conto "A terceira margem do rio", de Guimarães Rosa; a Rede Brasileira de Mulheres Filósofas visa reduzir desigualdades de gênero no mundo masculinista da filosofia. Mais infos no insta @cofitem2025.
ABRE ASPAS
“Nós estamos discutindo agora a questão dos motoqueiros que trabalham com entrega de alimentos (...) Eles têm que ganhar um pouco mais, as plataformas ganham muito e eles ganham pouco”
Lula, presidente, defendendo criação de um projeto de lei que amplie a renda e assegure direitos à categoria.
Café baiano de excelência
Ontem foi o Dia Mundial do Café — boa ocasião para um brinde com uma notícia baiana que merece mais atenção: o estado é o quarto maior produtor do Brasil e lidera o Nordeste, com quase 228 mil toneladas colhidas e R$ 4 bilhões movimentados por ano. Nas serras da Chapada Diamantina, a altitudes de até 1.300 metros, nasce um café com acidez cítrica e retrogosto longo — distinto o suficiente para ter Denominação de Origem reconhecida, honraria reservada aos melhores produtos do mundo. A pergunta que fica, com a xícara ainda quente, é singela: quando é que a gente vai aprender a valorizar o café baiano?
Ilê Aiyê visita Malvinas para celebrar autogestão
O Bloco Afro Ilê Aiyê visita no próximo sábado os moradores do território livre das Malvinas, oficialmente Bairro da Paz, nas comemorações pela passagem dos seus 44 anos de luta e resistência autogestionária.
A partir das 16 horas, na Praça das Decisões, no fim de linha, convergindo com o trecho final da Rua da Resistência, vão se apresentar diversos coletivos culturais nas mais variadas linguagens artísticas.
O encontro de celebração, intitulado "Bairro da Paz 44 anos - Símbolo de resistência!", tem confirmada a participação de bandas e artistas de vários gêneros musicais, além de grupos de dança e fanfarra.
Na programação, estão a Dança Afro Ritmo Livre; a Fanfarra do Cempa; o cantor e compositor de arrocha Vinicius Albuquerque; e a banda Futuro do Reggae, com participações especiais de Léo Carlos e Ronaldo.
Quem comparecer à Praça das Decisões vai poder curtir também o som da Banda Adsa Praise, Grupo de Dança Atalaia e o divulgador da festa, DJ Branco, trazendo dois convidados: o rapper Xarope e MC Naruto, ou Ruto, como é mais conhecido.
Completam o elenco o cantor e compositor Edy Vox e a cantora Tulani Masai. O evento é uma realização do Conselho de Moradores e do Fórum de Entidades local, com apoio de comerciantes e instituições.
O Bairro da Paz teve sua primeira ocupação em 1982, tido como ano da fundação. Devido a uma ação de despejo promovida pelo Governo do Estado à época, cerca de 500 famílias foram obrigadas a sair do terreno.
Naquele período, o local ficou conhecido como Invasão das Malvinas. Em 1986, uma segunda e definitiva ocupação aconteceu com a participação de mais de mil famílias. Segundo o IBGE 2022, o bairro é a quinta comunidade mais populosa de Salvador, com 25 mil habitantes.
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