Busca interna do iBahia
HOME > colunistas > TEMPO PRESENTE
COLUNA

Tempo Presente

Por [email protected]

ACERVO DA COLUNA
Publicado sábado, 08 de outubro de 2016 às 11:09 h | Autor:

Em 12 municípios da Bahia, a luta continua

Ouvir Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email
Cabine de votação_Eleições 2016
Cabine de votação_Eleições 2016 -

Domingo passado em Sapeaçu houve duas festas. George Gois (PPS) teve 8.539 votos contra 3.704 do prefeito Jonival Lucas (PTB), que também festejou, ambos se achando vitoriosos.

A questão: George foi prefeito, fez do próprio Jonival o sucessor, mas teve as contas de 2012 rejeitadas pelo TCM e pela Câmara, está com a candidatura indeferida.

Tudo sobre Tempo Presente em primeira mão!
Entre no canal do WhatsApp.

Por conta disso, no site do TSE aparece Jonival declarado eleito com 100% dos votos.

Moral da história: os dois nada têm a festejar. O município de Sapeaçu é forte candidato a ter novas eleições, como 145 outros no Brasil e 12 na Bahia.

Camamu também está entre os pendentes. Lá, venceu Ioná Queiroz (PT), com mais de dois mil votos de vantagem sobre o segundo colocado, Luizinho de Tapuia (PSB). Mas ela teve as contas rejeitadas pelo TCM e aprovadas pela Câmara.

São casos tais que a Justiça dará a palavra final, além dos dois citados, em Itabuna, Correntina, Iramaia, Iraquara, Jeremoabo, Lençóis, Rio de Contas, Santa Cruz da Vitória, Sítio do Mato e Uruçuca.

Neles, a eleição aconteceu, mas ainda não se sabe se valeu. O debate está aceso.

Nova regra — O advogado Ademir Ismerim diz que até a eleição passada, em caso de impugnação do vencedor, assumia o segundo. Agora, a regra mudou.

- Se o primeiro for impugnado, é nova eleição, embora ainda não haja um só caso julgado apontando esse caminho.

Greves perversas

O pai de uma jovem estudante de economia na Universidade Estadual de Feira de Santana está injuriado. A menina entrou com 17 anos, está com 24 e até agora não concluiu o curso:

- É greve em cima de greve. E quem paga o pato são os estudantes.

"Ele abusou da prerrogativa parlamentar"

Odorico Monteiro, deputado do PROS do Ceará e relator da denúncia contra o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), acusado de fazer apologia ao crime de tortura na votação do impeachment, quando elogiou o coronel Brilhante Ustra, ao acatar a denúncia no Conselho de Ética.

"Não vou me alongar. Tendo havido a fase de provas com duas condenações, a prisão não me parece arbítrio"

Cármen Lúcia, presidente do STF, ao dar o voto de desempate na discussão sobre a prisão dos condenados em segunda instância.

Mirela e Ângelo

A decisão de Mirela Macedo (PSD) de abdicar do mandato de deputada para permanecer em Lauro de Freitas como vice de Moema Gramacho (PT) abriu outro flanco de conflito.

Ela é a segunda suplente da coligação que tem Rogério Andrade (PSD), eleito em Santo Antônio de Jesus, e Robério Oliveira (PSD), em Eunápolis. Na primeira vaga, o deputado Bira Coroa (PT) se efetivou. Como ela não quer, entraria o terceiro, que é Ângelo Almeida, de Feira, mas há controvérsias.

O xis da questão — Ângelo Almeida era do PT, mas saiu brigado com o deputado Zé Neto e mudou para o PSB (disputou a eleição de domingo e teve irrisórios 2.763 votos).

A questão é que a vaga é do PT. Ainda que o partido não reclame, nada impede que o quarto suplente, Jacó, o faça.

Ou seja, a posse de Ângelo é incerta.

Epigrama da Hidra

A Operação Hidra de Lerna, desencadeada pela PF na Bahia, contra a sede estadual do PT, a empresa de publicidade Propeg e a construtora OAS, não passou em branco pelo crivo de Antônio Lins, que mandou o epigrama:

Uma nova lavanderia
Sem água na dita-cuja
Pode deixar a Bahia
Com muito mais roupa suja

POUCAS & BOAS

O deputado Marcel Moraes (PV) está soltando foguetes. Por 6 votos a 5, o STF considerou inconstitucional a lei que regulamenta as vaquejadas no Brasil. Marcel diz que uma coisa é matar o boi para comer, outra é judiar: 'Todo mundo come galinha, nem por isso judia dela'.
Colaborou: Luan Santos

POLÍTICA COM VATAPÁ

Dívida de gratidão

Conta Sebastião Nery que Adhemar de Barros, depois de ter deixado a prefeitura de São Paulo em 1961 (foi derrotado por Jânio Quadros na disputa pelo governo, em 1954), fugiu para a Bolívia, correndo do turbilhão de processos que Jânio moveu contra ele.

Absolvido pelo STF, voltou apoteoticamente (e se elegeria governador pela quarta vez - a primeira foi nomeado - em 1961). Comovido, virou-se para o advogado Oscar Pedroso Horta, que o defendeu:

- Meu caro, agradeço-lhe tudo que fez por mim. Devo-lhe a liberdade, a alegria da minha volta, algo que me toca tão fundo que não tenho como lhe pagar.

E Pedroso Horta:

- Tem, Adhemar. Depois que os fenícios inventaram a moeda, esse problema de quitar dívidas de gratidão acabou.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.

Participe também do nosso canal no WhatsApp.

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Email Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar no Whatsapp

Assine a newsletter e receba conteúdos da coluna O Carrasco