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Tempo Presente

Por Levi Vasconcelos | [email protected]

ACERVO DA COLUNA
Publicado | Autor:

João Gualberto encara os arautos do caixa-dois

O medo da delação da Odebrecht, que já contabiliza 130 deputados e senadores, 20 governadores e ex e mais prefeitos, está mesmo tirando o sono de muita gente em Brasília. O escancaramento da angústia se deu no projeto anticorrupção, sugerido pelo Ministério Público, mas enxertado com emendas que anistiam o caixa-dois, que alguns queriam aprovar a toque de caixa ontem na Câmara para seguir logo ao Senado.

Um parecer de 429 páginas que ninguém leu de repente entrou na pauta com pedido de urgência urgentíssima, o que significaria votação imediata. E a pedida foi aprovada por 312 votos a favor, 65 contra e duas abstenções, mas minguou graças aos protestos ostensivos de um grupo de deputados.

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Curioso: entre os que ficaram contra a urgência urgentíssima só um baiano, João Gualberto (PSDB), que admite ter enfrentado problemas até com colegas de partido:

– Ficaram putos comigo, mas, por convicção, acho que quem cometeu crimes que responda por eles. Do jeito que eles queriam, a sociedade ia tocar fogo no Congresso.

Velhos baianos — A votação do projeto foi adiada para terça-feira, mas, depois da decisão, só outro baiano, Jutahy Júnior, também do PSDB, se pronunciou contra a anistia do caixa-dois. Suscita a pergunta: há tantos conterrâneos com medo da Odebrecht assim?

Silêncio oficial — Outro detalhe sintomático: normalmente fartas na produção de releases sobre os feitos dos seus assessorados, as assessorias dos deputados (outros estados inclusos) calaram-se sobre o projeto anticorrupção (leia-se caixa-dois).

Só o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), relator, distribuiu um. Para dizer-se ostensivamente contra as emendas que perdoam o caixa-dois, que ele chama de 'maluquice'.

A Lava Jato já prestou bons serviços ao país, mas hoje a violência contra os direitos das pessoas e o prejuízo que causa às empresas superam os seus benefícios

Tem gente boa e ruim aqui. Se esse grupo quer isso, deve ter as suas razões

Micro e pequenas

Eduardo Salles (PP), deputado estadual, está costurando os ajustes finais no projeto da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas.

Diz ele que o projeto brotou de amplo estudo nas leis similares de outros estados, adaptado às condições da Bahia.

– É algo inovador. E desburocratização reduz o ato de abrir ou fechar pela metade do tempo. E há redução de taxas de até 50%.

Plano futuro

Jaques Wagner e Jorge Hereda, secretário de Desenvolvimento Econômico, reuniram-se ontem para discutir o Plano de Desenvolvimento Econômico da Bahia, a ser lançado em janeiro, como guia para as discussões sobre a Bahia nos próximos 20 anos.

Wagner chegou com gás, ao que parece.

Alagoinhas na contramão

Paulo Cezar (PDT), o prefeito de Alagoinhas que está se despedindo do mandato, festeja hoje o início da terraplanagem da fábrica de embalagens para bebidas PKG, do empresário Gilberto Schincariol, ex-sócio da Schincariol, que vai fazer tampinhas, rótulos e garrafas de vidro e pet. O investimento total é de R$ 200 milhões:

– Alagoinhas está na contramão da crise. Nos meus oito anos de governo foi uma indústria nova a cada ano. Isso é algo inédito, talvez até no próprio Brasil.

Igor Kannário, o vilão — Apesar de prefeito bem avaliado, Paulo Cezar não conseguiu emplacar sua candidata, Sônia Fontes (PSB), que perdeu para Joaquim Neto (DEM). Ele aponta duas causas decisivas:

– A base governista se dividiu e Igor Kannário (vereador eleito em Salvador) veio aqui duas vezes ajudar Joaquim.

POUCAS & BOAS

O Porto de Salvador vai amanhecer coberto de vermelho e branco segunda próxima. É uma homenagem a São Nicodemos, padroeiro dos trabalhadores portuários. A tradição dura 75 anos. Segunda vai ter também missa, procissão e a XXXV Corrida Rústica, também tradicional. Vai ser tudo pela manhã.

A Cruz, a Espada e o Agogô é o novo livro de Cleo Martins que será lançado hoje (18h) na Igreja do Rosário dos Pretos (Pelô).

O STF negou pedido de liminar do deputado Ricardo Izar (PP-SP) que pretendia impedir a tramitação do projeto que torna a vaquejada patrimônio artístico e cultural. O ministro Luiz Fux entendeu que a Justiça não pode interferir no Legislativo. Izar é presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Animais.

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