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Por Redação, com Paulo Leandro

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Publicado quarta-feira, 08 de abril de 2026 às 6:00 h | Autor:

Literatura ao alcance das crianças pretas

Confira a coluna Tempo Presente desta quarta-feira

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Enquanto as crianças brancas das elites são incentivadas pelo racismo de classe a ler, escrever e publicar, as pretas ainda provocam surpresa e curiosidade quando demonstram talento para a literatura.

O flagrante perfeito de absurdo pós-escravidão está na pauta deste domingo, dia 12, às 9 da manhã, no Instituto Eumelanina, Rua Bela Vista, 21, Paripe, com a promoção de uma edição especial infantil do projeto Literatura Dikebrada.

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A atividade pretende reunir a nova geração para um encontro de contação de histórias conduzido por Carol Adesewa, educadora e pesquisadora do projeto Afroinfância, voltado para reduzir desigualdades de etnia e classe social.

Com o tema “Toda Criança merece crescer cercada de histórias, afeto e imaginação”, o encontro ganha perfil de manifesto, em mais uma contribuição do Eumelanina visando a transformação da realidade social rica em injustiças.

A atividade integra as ações do Instituto voltadas ao fortalecimento de vínculos comunitários e ao incentivo à educação e às culturas, especialmente entre crianças, contribuindo para a construção de referências positivas identitárias.

Encontro – Além da contação de histórias, o evento se propõe a ser um espaço de encontro, troca e afeto entre crianças, responsáveis e a comunidade, fortalecendo redes locais e ampliando o acesso a experiências culturais significativas.

Organização sediada em Salvador, o Instituto Eumelanina atua na promoção da cidadania ativa, levando culturas, educação e direitos humanos às juventudes periféricas; mais informações no site: http://www.institutoeumelanina.org; insta @institutoeumelanina.

ABRE ASPAS

“Vivemos um tempo em que a desinformação circula em massa nas redes sociais (...) A polarização ideológica transformou o jornalista em alvo prioritário de quem não quer ser fiscalizado”.

Wellington César Lima e Silva,ministro da Justiça, sobre ataques a jornalistas e a desinformação no País

TJBA Acelera

O Tribunal de Justiça da Bahia instituiu o projeto TJBA Acelera – Justiça boa é rápida, por meio do Decreto Judiciário nº 316, visando reduzir o tempo de tramitação processual e aprimorar a gestão das unidades. A iniciativa incorpora sugestões colhidas em pesquisa com magistrados e servidores, promovendo uma atuação integrada para otimizar fluxos de trabalho e o uso de dados. Segundo o presidente do TJBA, desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, a proposta busca construir soluções coletivas para tornar o Judiciário baiano mais eficiente, responsivo e alinhado à estratégia institucional.

Advogado dos gatos corre segundo livro

O ativista da causa dos animais não-humanos Luiz Vilson Segundo convida a comunidade antiespecista e demais mortais de Salvador em geral para o segundo lançamento de seu segundo livro, “Correndo certo por linhas tortas”.

Segundo o autor, é impossível escapar das redundâncias da vida, quando se consegue ser o primeiro, como ocorre com ele mesmo, ao tornar-se advogado de referência na atuação na defesa judicial de cães e gatos.

Alguma destas redundâncias, aparentemente impregnadas em figuras de paradoxo, se pode ler em “Correndo Certo por linhas tortas”, em relançamento confirmado para dia 9 de maio, no Shopping Boulevard Conceito, no Stiep.

Não é autoajuda nem, ao contrário, Segundo mergulha fundo na angústia como modo de ser da liberdade a qual todas as consciências são condenadas, exceto em estados de loucura e adição.

– A corrida não é sobre performance; é sobre permanência, propósito, foco, fidelidade ao chamado – avisa o atleta amador, ao tratar de desenganar honestamente seus possíveis leitores.

Este chamado vem da condição ontológica, “o que o ser precisa ser para ser”, junto à capacidade de assimilar os fenômenos, “o que essencialmente nos aparece como verdadeiros”, por isso a corrida é certa, mas seu percurso, não.

Para o autor, “quando o corpo falha, a mente adoece, quando a linha reta se perde, correr passa a ser uma forma de existir, de atravessar, de continuar...”: e aí lateja a consciência da angústia de ser livre até a linha de chegada.

Tão incerta é a corrida a ponto de ter o autor recebido convite da comunidade felina Luiz Fernando Segundo, na rua Rio Purus, para ele vir lançar seu livro.

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