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Por Redação, com Paulo Leandro

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Museu ganha viagem no céus no Dia da Terra

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Réplica do esqueleto de um Martodonte
Réplica do esqueleto de um Martodonte -

O Dia Mundial da Terra será quarta-feira, 22, e quem não pôde dar o rolé espacial a bordo da Ártemis 2, terá uma segunda chance de avistar o planeta.

Basta visitar o Museu Geológico da Bahia, de junto do Museu de Arte da Bahia, no Corredor da Vitória, para embarcar no foguete do conhecimento com a missão de entender como aTerra foi se transformando de acordo com as mutações da geologia.

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Logo na entrada, os visitantes se deparam com uma imagem da Terra vista do espaço, cedida pela Agência Espacial Americana (Nasa), dando uma ideia da dimensão dessa trajetória.

Na sala de fósseis, o museu apresenta uma escala da linha do tempo geológico, favorecendo a compreensão da metamorfose da nossa casa planetária, uma senhora de 4 bilhões e 500 milhões de anos.

“Essa data, o Dia Mundial da Terra, reforça a importância de promover debates sobre questões ambientais e conscientizar a sociedade sobre a preservação dos recursos minerais que tornam o planeta habitável”, afirma a coordenadora do Museológico, Elizandra Pinheiro.

Para Elizandra Pinheiro, o museu cumpre seu papel multiplicador, pois quanto mais pessoas conhecerem e admirarem a geodiversidade, maiores as chances de um futuro sustentável e em harmonia com a natureza.

A exposição de fósseis é organizada com base na origem e vestígios da vida no planeta, reunindo exemplares da mega fauna pré-histórica encontrados na Bahia, como os mastodontes.

Por meio do contato com estes aspectos referendados pela ciência astronáutica, é possível viajar no espaço e no tempo sideral, graças ao acervo de 20 mil rochas, minerais, meteoritos e fósseis de animais e vegetais.

Filarmônicas em circulação

No próximo dia 25, o Projeto Retreta chega ao distrito de Bonfim de Feira reafirmando a força das filarmônicas do interior baiano como patrimônio vivo. Ao receber a centenária Lira Musical Sangonçalense, de São Gonçalo dos Campos, a iniciativa promove mais que um concerto: estimula circulação cultural, formação de público e reconhecimento de tradições que resistem fora dos grandes centros.

Entre dobrados, marchas e arranjos populares, o encontro evidencia o valor dessas corporações na vida comunitária. O Projeto Retreta é uma produção da Sociedade Filarmônica 25 de Março por meio da Lei Rouanet.

Costura de palavras é a nova arte de Vera

Ela já forneceu letras em cápsulas como antidepressivo; editou um baralho, escrevendo um poema em cada carta; e agora, prepara o lançamento de um livro no qual propõe a costura de palavras – ipsis litteris, ipsis verbis.

Criatividade é pouco para definir a literatura de Vera Passos Coqueiro, uma professora de matemática apaixonada por bordar textos, prestes a oferecer “Alinhavos: costurando palavras”, dia 21 de abril, no Centro de Convenções.

Quem vive caçando uma surpresa, para enfrentar a ameaça cotidiana do tédio, não pode se queixar, desta vez trata-se de um projeto interativo e costurado à mão, resultando em uma instigante colcha de retalhos.

O novo livro, o sexto de uma carreira iniciada aos 62 anos, sai pela editora Arpillera, e será lançado na programação da Bienal do Livro Bahia 2026.

"Uma linha orienta os rumos da escrita como do bordado, são pontiagudas a caneta e a agulha”, afirma a autora, na tentativa de buscar uma desnecessária coerência para sua inusitada mistura.

Para Vera Passos Coqueiro, os alinhavos do bordado se assemelham ao tracejado que orienta as crianças quando estão aprendendo a escrever as primeiras letras.

A autora se serve intuitivamente da melhor filosofia – irmã de sua matemática -,derivando para um existencialismo-raiz, quando estabelece ametáfora definitivapara o ser no mundo, cujo tempo se encerra quando é cortado o fio da vida pela terceira moyra:

"Deve haver outras semelhanças entre as duas artes, mas decido não buscá-las ao perceber o fato indubitável de que ambas se encerram com um ponto, um ponto final”, termina.

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