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Por Levi Vasconcelos

ACERVO DA COLUNA
Publicado sexta-feira, 08 de dezembro de 2017 às 8:00 h • Atualizada em 08/12/2017 às 10:59 | Autor:

No caso Kátia Vargas, o MP errou a estratégia?

Promotores de Justiça Luciano Assis e David Gallo durante Júri no fórum Ruy Barbosa
Promotores de Justiça Luciano Assis e David Gallo durante Júri no fórum Ruy Barbosa -

Normalmente o Ministério Público tem por hábito elevar à quinta potência as acusações dos milhares de casos que aborda. Há exceções opostas. Ano passado, num caso em Valença, os promotores, com David Galo no time, pediram desculpas a um acusado de homicídio pela fragilidade das provas.

Já há precedente na Bahia. O promotor de Paripiranga, Gildásio Amorim, também já pediu desculpas a um réu em nome do estado. Ora, se há duas pontas, o exagero e a desculpa, óbvio que também há o meio-termo. Eis a questão: a acusação no caso Kátia Vargas, com o Ministério Público à frente, segundo especialistas do direito criminal, errou na dose.

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Tentou demonizar ou 'monstrificar' a acusada e não colou. No juridiquês, tentou qualificar o crime como doloso, com a intenção deliberada de matar, quando o correto seria crime sem dolo (não quis matar, mas matou).

O que se julgou foi se havia dolo ou não. O júri disse não. Kátia foi declarada inocente, o que gerou a sensação de impunidade. O desfecho foi infeliz.

A razão do porquê

Embora o deputado federal Fernando Torres (PSD) tenha justificado a intenção de não mais disputar mandatos com o mau momento da política nacional, jornalistas de Feira de Santana dizem que o real motivo da decisão é mais específico.

Fernando se chateou com um levantamento da revista IstoÉ nas declarações de bens de 2014 que o coloca como campeão de guardar dinheiro em espécie, com R$ 3,2 milhões.

O vice - Outro baiano citado é João Carlos Paolilo Bacelar (PR), com R$ 1,2 milhão.

Mas Bacelar nem pensa em desistir. Ontem ele foi denunciado pela Procuradoria da República por pagar a empregada doméstica com dinheiro da Câmara.

Acho que o grande advogado de defesa foi a acusação

Eu já fui ameaçado de morte muitas vezes. O cara diz que eu sou esquerdista e eu não sou. Mas caguei também se eu sou ou não sou

Picuinha na tragédia

Quando uma tromba d'água desabou sobre Lajedinho, matou 17 pessoas e destruiu o centro da cidade, para lá correram ministros, o governador (Jaques Wagner) e uma enxurrada de deputados, e até agora, quatro anos depois, a ajuda foi pífia.

O senador Otto Alencar (PSD), nascido em Rui Barbosa, o município-mãe de Lajedinho, diz que o dinheiro está travado no bojo das picuinhas de Temer com a Bahia. 'Eles sabem que o pessoal é ligado a mim'.

A conta - O governo ficou de repassar a Lajedinho, segundo Otto, R$ 4,224 milhões. Pagou a primeira parcela de R$ 1,664 milhão e deve duas de R$ 1,280 milhão cada.

Mas, segundo o deputado Elmar Nascimento (DEM), Temer só tem um ano de governo. 'O problema vem de lá, de Dilma'.

Palavra cumprida

Tiririca, o palhaço que se candidatou a deputado federal por São Paulo, pelo PR, e em duas eleições (2010, com 1.353.820 votos e 2014, com 1.016.796 votos), se candidatou na primeira vez com o slogan:

Você sabe o que é que deputado federal faz? Vote em mim que depois te conto.

Anteontem ele usou a tribuna da Câmara pela primeira e última vez, ressalvou o próprio, para dizer: 'Pelo que vi aqui nesses sete anos, saio envergonhado'.

Ou seja, cumpriu a palavra.

Joia da coroa - Se Tiririca não foi um deputado brilhante, eleitoralmente era a joia da coroa do PR, por ser um grande puxador de votos. Na primeira vez elegeu mais três e na segunda também. Por isso o PR fugia do fim das coligações como o diabo da cruz.

POUCAS & BOAS

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) publicou nota ontem protestando contra ações judiciais e policiais que levaram à condução coercitiva de gestores, ex-gestores e docentes da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, no dia 6 de dezembro.

No início de outubro o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luiz Carlos Cancellier, suicidou-se num shopping em consequência de uma ação similar. O professor Nelson Preto, da Ufba, e representante do Nordeste na SBPC, diz que tudo que é suspeito deve ser apurado, mas do jeito que fazem, detonam honras sem que haja uma culpa provada.

O presidente do TRE baiano, José Edivaldo Rotondano, assina segunda (14h30) acordo de cooperação técnica com a Uber. É algo inédito no Brasil.

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