TEMPO PRESENTE
Praça da Sé sedia diálogos africanos
Confira a coluna Tempo Presente deste sábado, 10


Um dos mais combativos projetos de estímulo ao pensamento livre, visando praticar justiça reparadora e proporcional, o Instituto Reparação volta a contribuir com a produção de ideias ao debater hoje a riqueza da herança do candomblé para o Brasil.
A consciência da importância dos diálogos, como instrumento de construção das estratégias de inegável alcance social, tem levado os coordenadores a programações de inegável alcance social .
A roda de conversa de hoje é sobre o culto de origem africana largamente difundido em Salvador, embora sob ataque incessante desde a escravidão até o momento atual de seitas intolerantes de viés neopentecostal fascista.
– O Instituto Reparação convida para um debate que nos ajudará a entender o Brasil e o processo civilizatório nacional – disse um dos principais ativistas do Reparação, o sociólogo Ailton Ferreira, 42 anos de luta pelas causas das periferias desassistidas.
A roda de conversa "Terreiros de candomblé: legado e contribuições na diáspora brasileira" terá a presença do historiador e mestre em Estudos Africanos, babá egbé do Ilê Axé Babá Okê.
Também está confirmado no encontro, programado para as 10 horas da manhã de hoje, na sede do Reparação, Praça da Sé, 22, primeiro andar, o doutor honoris causa e educador social, omo orixá, Valter Sales.
Completam a equipe convocada para a roda de conversa, Ailton Ferreira, representando a coordenação do instituto da sociedade civil soteroafricana, e a mediadora Janette Cleide.
O encontro está franqueado a quem queira participar, com direito a certificado, como forma de incentivar o acúmulo de pensamentos voltados para a libertação e os valores mais preciosos em defesa da cidadania.
Encontro dos Ritmos
No mês do forró, vale começar o quanto antes o molejo dos corpos, afeiçoados ao sacolejo modo Genival Lacerda, no Encontro dos Ritmos anunciado para hoje às 19 horas, no Teatro da Cidade. O espetáculo, realizado desde 2012, além de uma das manifestações culturais do mundo árabe mais admiradas no Ocidente, tem ainda números de dança tribal e ori tahiti. Os shows são produzidos pela professora Pâmela Cruz.
– A proposta é homenagear gêneros de dança diversos além da mais conhecida dança das Arábias – afirmou a professora Pâmela Cruz, ao apontar para o controle e o combate à islamofobia.