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Projeto “Cinema e Sal” visita as ilhas

Objetivo é promover uma série de oficinas para produção de filmes no gênero documentário

Da Redação, com Miriam Hermes
Por Da Redação, com Miriam Hermes
Cinema produzido nas ilhas tem como eixo temático “o mar, a natureza e comunidade”
Cinema produzido nas ilhas tem como eixo temático “o mar, a natureza e comunidade” -

O coletivo Cinema e Sal, voltado para levar a cultura audiovisual para populações insulares, investe agora em visitar a ilha de Itaparica, no Recôncavo, depois de um convívio com moradores do arquipélago de Cairu, no Baixo Sul.

O objetivo é promover uma série de oficinas para produção de filmes no gênero documentário, tendo como resultado inicial a produção de quatro curtas a serem exibidos numa mostra final, prevista para os dias 9 a 11 de dezembro.

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O cinema produzido nas ilhas tem como eixo temático “o mar, a natureza e comunidade”, com a proposta de integrar as manifestações culturais aos espaços nos quais elas são produzidas pelos seus moradores.

– Existem histórias em todos os lugares, em todas as pessoas. E nesse sentido, sinto que os filmes já existem nos corações dos jovens em seus cotidianos, falta filmá-los – destaca, ao exercitar o pensamento, a idealizadora e diretora do Cinema e Sal, Lara Beck.

Para Lara Beck, reconhecer o valor desta possível “pré-existência” dos elementos a serem filmados antecede o processo de ocupar as telas com a materialidade dos trabalhos produzidos.

“Pequeno recorte” – Segundo a ativista cultural, o Cinema e Sal pode ser interpretado como um “pequeno recorte” do cinema comunitário latino-americano compatível com a ressignificação do mar, suas belezas, mistérios e riquezas.

O projeto teria a proposta de dialogar com as práticas de educação e cinema, educomunicação, audiovisual participativo, cinema comunitário, enquanto enfrenta os desafios e aprecia os prazeres da criação coletiva.

Novembro negro em Lauro

Em Lauro de Freitas foi aberta ontem a programação do Novembro Negro com evento no Centro de Cultura Afro-Brasileira Mãe Mirinha de Portão.

Promovido pela Secretaria Municipal de Políticas Afirmativas, Direitos Humanos e Promoção da Igualdade Racial (SEPADHIR), o encontro contou com a presença de lideranças de religiões de matriz africana dentre outros representantes da comunidade local.

Na oportunidade, a coordenadora da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Intolerância e Discriminação, Ana Cristina Carvalho, fez uma explanação de como o racismo se estruturou antes mesmo da escravização de povos negros e como se institucionalizou após a abolição até os dias atuais.

POUCAS & BOAS

- "Manhã Saudável com Ramma Cozinha Natural - Encontros com Café da Manhã, Lazer e Bem-Estar", projeto idealizado pelas sócias Marina Neves e Flávia Nolêto, terá sua primeira edição amanhã, a partir das 7h, no Spazzio Tropical, em Pituaçu. O evento contará com opções gratuitas de lazer e bem-estar: aulões de Yoga, espaço infantil e música instrumental ao vivo, com o saxofonista Raul Gonzalez.

- A clínica Sensi, situada no centro de Vitória da Conquista, será movimentada hoje à tarde pelo Sarau Solidário Tributo a Catulo da Paixão Cearense, um artista nordestino que compôs grandes músicas da canção popular do Brasil, como Luar do Sertão, eternizadas na voz de Luiz Gonzaga dentre outros ícones. A promoção é do Projeto Vida Ativa, da Coordenação de Cultura da Uesb, em parceria com a Liga de Geriatria e Gerontologia. Com diversas expressões artísticas, o encontro visa fortalecer a atividade criativa entre os participantes do projeto e pessoas da comunidade. A entrada é um quilo de alimento não perecível.

- Estudantes de escolas públicas de Alagoinhas, Entre Rios e Inhambupe, visitaram ontem a Bienal do Livro da Bahia, aberta dia 10 no Centro de Convenções, onde permanece até o dia 15. Eles foram selecionados no ‘Concurso de Fotografia Bracell Social’, com a temática ‘Floresta é vida: a importância da proteção do meio ambiente para nossa sobrevivência’, referenciado pelo livro ‘Floresta Sempre Viva’, que destaca a riqueza da biodiversidade no Litoral Norte e Agreste baiano. Uma exposição itinerante e sensorial, focada nesta obra, está aberta para visitação durante a Bienal.

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