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Por Redação, com Paulo Leandro

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Publicado terça-feira, 07 de abril de 2026 às 6:36 h | Autor:

Reitoria da Ufba tem inédita eleição direta

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Olga Leiria / Ag. A TARDE
Olga Leiria / Ag. A TARDE -

E assim se passaram 80 anos, enfim, a comunidade acadêmica da Universidade Federal da Bahia terá a oportunidade de praticar a democracia do voto direto para eleger a nova reitora ou reitor. O momento histórico a ser comemorado tornou-se possível com a Lei 15.367, publicada no Diário Oficial da União em 31 de março de 2026.

Em maio deste ano a primeira eleição direta ocorrerá na Ufba e até o momento já existem quatro pré-candidaturas: a do professor João Carlos Salles (que já foi reitor por dois mandatos), a do professor Penildon Silva (atual vice-reitor), a de Fernando Conceição, docente da Faculdade de Comunicação, e a da professora Salete Maria da Silva, lotada na Escola de Administração.

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Salles e Penildon já vêm fazendo campanha há cinco meses; Fernando Conceição, apesar de pré-candidato desde 2022, ainda aguardava a definição das regras e a professora Salete Maria da Silva somente anunciou seu nome após a promulgação da Lei.

De um ponto de vista da democracia universitária, quanto mais candidaturas melhor, pois desde 2018 a Ufba passou por "consultas" com chapa única. Sendo assim, além dos nomes dos candidatos já acostumados com a burocracia da Ufba, se tudo correr dentro da expectativa, haverá representatividade de negros e mulheres, algo inédito na instituição no nível do poder maior do reitorado.

Convém comparar as trajetórias, as propostas e as posturas de todos os pretendentes, pois desta vez há maiores chances de participação da parcela do eleitorado, pois já não haverá como considerar a "consulta" algo temerário e sem qualquer garantia de efetivo respeito à vontade soberana da comunidade acadêmica; a superação da lista tríplice é uma luta de várias e várias gerações da Ufba.

ABRE ASPAS

“Eles [iranianos] são animais (...) Se eu pudesse escolher, eu tomaria o petróleo [do Irã], mas infelizmente os cidadãos norte-americanos querem que a gente termine a guerra”

Donald Trump, presidente dos EUA, reiterando o caráter arbitrário dos ataques ao Irã

Vôlei social na Praia

No próximo sábado, 11 de abril, das 8h às 14h, o Centro de Treinamento Ivanise Santos realizará seu 1º Festival Recreativo de Vôlei de Praia, na Praia do Jardim de Alah/Armação, em Salvador. O evento, gratuito e aberto ao público, reunirá 80 crianças e adolescentes de escolas públicas em situação de vulnerabilidade social. Contemplado pelo Prêmio Isabel Salgado, o projeto segue o conceito de Voleibol Social, promovendo cidadania, saúde e protagonismo juvenil. O CT foi fundado há quase 30 anos pela ex-atleta Ivanise Santos, que já revelou talentos de projeção nacional como Tiago Santos e Fabrine Santos.

Ensino de História da África demora 23 anos

O Brasil é o País onde se produz leis avançadas a ponto de tornarem-se referência, porém a aplicação delas não acompanha proporcionalmente a vocação dos legisladores. São muitos os exemplos para demonstrar o acerto desta proposição, entre os quais a Lei 10.639/2003, promulgada há 23 anos, nos primeiros dias do governo Lula. Ela estabelece o ensino de História da África, da Literatura e Cultura Afrobrasileira nas escolas do Brasil, mas muitos dos estabelecimentos obedeceram.

Oportunidade para debater as causas de tanta demora surgiu com o ato de celebração do Dia Nacional das Tradições Africanas e do Candomblé, no Salão principal da Reitoria da Ufba, amanhã, às 13h. A promoção é do Instituto Reparação e do Conselho Inter-religioso da Bahia, ao realizar a quarta edição do Dia do Candomblé.

– Os estudantes têm informação de história dos brancos e colonizadores enquanto lhes são vedadas a história de seus verdadeiros heróis e heroínas – afirma o coordenador do Reparação, Ailton Ferreira.

Documentos arquivísticos

A Etapa Estadual da 2ª Conferência Nacional de Arquivos na Bahia, em 11 de abril, no Arquivo Público do Estado (FPC/SecultBA), integra o debate nacional para fortalecer políticas do setor, vital para a rica memória da primeira capital brasileira. O encontro reunirá profissionais, pesquisadores e gestores para discutir desafios de gestão e acesso, reafirmando Salvador como guardiã estratégica da história do país. O evento foca na construção de propostas coletivas para a preservação e o acesso democrático aos documentos arquivísticos baianos.

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