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Transplantes agora têm “fila” digital

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Imagem ilustrativa da imagem Transplantes agora têm “fila” digital
Foto: Rogério Santana/ Divulgação

De cada dez famílias na Bahia, seis rejeitam a doação de órgãos do parente em óbito, desafiando os gestores do Sistema Estadual de Transplantes a buscar meios de persuadir os hesitantes, por motivos religiosos, desconhecimento, falta de empatia ou todos estes juntos.

A busca compartilhada para saltar barreiras relacionadas ao trabalho de salvar vidas está na pauta do XIX Congresso da Associação Bahiana de Medicina, programado para amanhã e depois em Salvador.

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As novas tecnologias podem contribuir para apressar a doação, além de seguir critérios pré-estabelecidos para obedecer a uma “fila virtual”, por meio da plataforma de Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos, conhecida pela sigla Aedo.

A Aedo será lançada no Congresso, organizado com apoio da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia e do Colégio Notarial do Brasil – seção Bahia.

Agora, será possível autorizar a doação de órgãos, tecidos e partes do corpo humano por meio eletrônico.

A plataforma é uma esperança de se respeitar a “fila” de transplantes, a partir de critérios técnicos, reduzindo-se o impacto de possíveis afinidades.

A máquina vai indicar quem está apto a receber os órgãos, a partir da compatibilidade de tipo sanguíneo, genes, peso e altura, entre outros, determinantes das "senhas virtuais" distribuídas a quem precisa.

O regulamento estabelece como critério-desempate a ordem de chegada do paciente à “fila”, dando prioridade a pacientes em estado crítico, levando em conta, por acréscimo, a igualdade para todas e todos, independentemente de atendimento pelo Sistema Único de Saúde ou medicina lucrativa.

Movimento pela legalização

O movimento cultural antiproibicionista “NaSeda” anunciou para amanhã uma programação com música, roda de conversa sobre políticas públicas e direitos humanos, além de lançamento de uma nova edição de revista de divulgação da organização libertária especializada nos direitos civis. No encontro, com entrada gratuita no “SóShape” (Rua João Gomes, Rio Vermelho), a partir de 14h20, será lançada a terceira edição do “house-organ” do movimento antiproibicionista da Bahia, “Na Seda – contra a criminalização do uso”. O objetivo é defender a proposta alternativa de legalização da cannabis sativa no Brasil.

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Bahia fila digital transplantes

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