Fim de um grande time

O Brasil, se vencer Camarões, será o primeiro da chave, a não ser que o México goleie a Croácia, o que é muito improvável. Se o árbitro não tivesse anulado os dois gols legítimos do México, contra o time africano, seria hoje o primeiro do grupo.
A Argentina deve vencer os três jogos e ser também a primeira de sua chave. A Bósnia é superior ao Irã e à Nigéria. O primeiro tempo ruim da Argentina, contra a Bósnia, serviu para o técnico concluir que a melhor formação do time é com dois zagueiros, em vez de três, e três atacantes.
A Alemanha, apesar de ter vencido, com facilidade, Portugal, deverá ter dificuldades contra Estados Unidos e Gana, duas boas equipes. Há um equilíbrio entre Portugal, Gana e Estados Unidos para definir o segundo classificado, ao lado da Alemanha.
A Bélgica, na vitória de virada sobre a Argélia, e a Rússia, no empate contra a Coreia do Sul, jogaram menos do que se esperava, principalmente a Bélgica, tão elogiada. Mas os dois, Bélgica e Rússia, têm mais chances de se classificar. Argélia e Coreia do Sul são fracas.
Holanda e Austrália fizeram uma excelente partida. Se o modesto e organizado time da Austrália estivesse em um grupo mais fraco, teria chance de se classificar. A contusão do zagueiro da Holanda foi determinante na vitória. Entrou o jovem Memphis, no ataque, pela esquerda, que confirmou sua enorme qualidade.
O Chile, mais uma vez, mostrou sua força, contra a envelhecida Espanha. Os chilenos mostraram amadurecimento. Pela primeira vez, vi um time veloz e insinuante no ataque, sua principal característica, e também muito bem posicionado na defesa, sem deixar espaços nos contra-ataques, que era sua deficiência.
A atuação da Espanha, especialmente de Xabi Alonso, foi desastrosa. Pena que acabou o grande time da Espanha. Terá de ser renovado. Vai deixar muitas saudades.
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