Busca interna do iBahia
HOME > CORONAVÍRUS

POR COVID-19

InfoGripe alerta para aumento de casos de doenças respiratórias

Bahia está entre as 23 unidades federativas que apresentaram crescimento moderado de SRAG a longo prazo

Mariana Brasil*
Por Mariana Brasil*
Último boletim divulgado pela Fiocruz revela crescimento de notificações de SRAG em todas as faixas etárias
Último boletim divulgado pela Fiocruz revela crescimento de notificações de SRAG em todas as faixas etárias - Foto: Fernando Frazão | Agência Brasil

Com o enfraquecimento dos sintomas, promovido pela vacinação, tem sido comum a confusão na hora de diferenciar a Covid-19 da gripe. Independente do diagnóstico, os sintomas típicos, como febre, falta de ar e tosse seca podem ser indicativos de um quadro mais sério, a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

O último boletim InfoGripe divulgado pela Fiocruz, revelou um crescimento dos casos de SRAG por Covid-19 em todas as faixas etárias, com destaque para população adulta, especialmente nos maiores de 60 anos.

Tudo sobre Coronavírus em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

“Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, que corresponde a novembro e início de dezembro, o SARS-Cov2 foi responsável por quase dois terços dos casos de SRAG e de mortes relacionadas a essa complicação”, aponta Maria Fernanda Grassi, médica e pesquisadora da Fiocruz.

A Bahia está entre as vinte e três unidades federativas que apresentaram crescimento moderado de SRAG na tendência de longo prazo até a 48ª Semana Epidemiológica, período de 27 de novembro a 3 de dezembro, conforme o boletim. Entre as capitais, Salvador é uma das vinte que apresentaram crescimento moderado na tendência de longo prazo até o mesmo período.

A médica explica as semelhanças entre as doenças e destaca a necessidade de um diagnóstico médico, através de testes e exames. “Ambos os vírus podem causar sintomas gerais inespecíficos como febre, coriza, dor de garganta, dores musculares, cansaço e até quadros mais graves como a SRAG. É muito difícil fazer o diagnóstico apenas pelos sintomas, é importante identificar a exposição às pessoas infectadas”, diz.

Exames e isolamento

Sem saber com qual infecção estava, a estudante Lara Ramalho foi uma das pacientes que recorreu ao teste rápido da farmácia para confirmar o diagnóstico. “Achei que era Covid por conta do nariz, porque foi o principal, e coriza porque é também um dos sinais de Covid. Começou só o nariz incomodando e no dia seguinte eu já sentia muito cansaço e falta de energia, com o nariz entupido também, com espirro”, conta.

“Atualmente, o teste antigênico para o SARS-CoV-2 é de fácil realização até através de autotestes”, pontua Fernanda. “Em casos com sintomas mais graves, podem ser feitos os testes para outros vírus respiratórios (influenza A e B, vírus sincicial respiratório)”.

Com o aumento de casos de Covid-19 e influenza, a especialista reforça a importância de se ter o ciclo vacinal em dia. “Em primeiro lugar, a vacinação. Essa é sem dúvida a forma mais eficaz de se proteger. Os casos mais graves de Covid, incluindo a SRAG, são mais frequentes em pessoas com esquema vacinal incompleto ou inexistente, além de idosos e imunossuprimidos”.

“A cobertura vacinal para influenza aquém do necessário também contribui para o aumento dos casos de SRAG, mas de maneira secundária, porque o vírus influenza A e B foram identificados em menos de 5% dos casos identificados”.

Pessoas com sintomas respiratórios (tosse, coriza etc), devem ficar isoladas, evitar o contato com outras pessoas enquanto os sintomas persistirem”, recomenda ela. “Caso seja necessário se deslocar, devem usar máscaras. Pessoas não infectadas e com maior vulnerabilidade para doenças graves (idosos, gestantes, aqueles com comorbidades ou não imunizados) devem usar máscaras em ambientes com maior densidade de pessoas e com pouca ventilação”, completa.

O crescimento de casos, apontado pela Fiocruz foi observado em estados de todas as regiões do país. A análise mostrou um aumento nas tendências de curto (últimas três semanas) e longo prazo (seis). Referente à 48ª SE, o estudo tem como base dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe até 5 de dezembro.

*Sob a supervisão do jornalista Luiz Lasserre

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Compartilhar no Whatsapp Clique aqui

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

Relacionadas

Mais lidas