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CULTURA

Corpo de Jorge Loredo é velado no Rio de Janeiro

Da Redação e Estadão Conteúdo

Por Da Redação e Estadão Conteúdo

27/03/2015 - 8:45 h | Atualizada em 21/01/2021 - 0:00

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Jorge Loredo - o Zé Bonitinho
Jorge Loredo - o Zé Bonitinho -

O corpo do comediante Jorge Loredo, o Zé Bonitinho, está sendo velado nesta sexta-feira, 27, no Cemitério do Caju, no Rio de Janeiro. A cremação está marcada para as 15 horas, em cerimônia reservada para a família.

Loredo norreu nessa quinta, por volta das 5 horas, aos 89 anos. Ele estava internado desde a última sexta-feira, 20, na Unidade Cardio Intensiva do Hospital São Lucas, em Copacabana. Loredo já havia sido hospitalizado no São Lucas no dia 3 de fevereiro, voltou para casa e teve de retornar ao hospital. Segundo boletim divulgado pelo São Lucas, "Loredo lutava havia anos contra uma doença pulmonar obstrutiva crônica grave e um enfisema pulmonar e, apesar de todos os esforços terapêuticos, não resistiu e foi ao óbito devido a uma falência múltipla de órgãos."

Feio, voz nasalada, gestos robóticos - nada parecia depreciar a imagem de Zé Bonitinho, o mais famoso e longevo personagem criado por Loredo.

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Imagem ilustrativa da imagem Corpo de Jorge Loredo é velado no Rio de Janeiro
| Foto: Reprodução | SBT
Personagem Zé Bonitinho foi o mais famoso de Loredo (Foto: Reprodução | SBT)

Nasceu em Campo Grande, no dia 7 de maio de 1925, e não parecia que viveria durante muito tempo. Quando fez 20 anos, foi internado em um sanatório com diagnóstico de tuberculose. O que para muitos representaria o fim tornou-se uma nova opção de vida - incentivado por médicos, Loredo ingressou em um grupo teatral no próprio hospital, onde descobriu a vocação.

Após receber alta, um teste vocacional identificou uma tendência para "atividades exibicionistas". Mesmo assim, Loredo procurou uma escola de teatro em busca de papéis "sérios", mas, contra a sua vontade, sua primeira audição foi para representar o monólogo cômico Como Pedir uma Moça em Casamento. Aprovado, não lhe restou alternativa que adotar o humorismo como profissão.

Surgiram assim personagens que se tornaram clássicos como o Mendigo filósofo da Praça da Alegria, criado no final dos 1950 - era um vaidoso e esnobe clochard que a todos os esmoleres tratava de "meu nobre colega".

O grande sucesso, no entanto, veio em 1961, com o surgimento de Zé Bonitinho, personagem que marcou definitivamente sua carreira. O motivo era o jogo de contradições: apesar de visivelmente um homem feio, com imensos óculos e um bigodinho delgado, Bonitinho justificava o apelido e era o terror das mulheres.

Segundo Loredo, a inspiração veio de um amigo metido a garanhão, chamado Jarbas. "Ele era uma figura, cantava todas as mulheres, parava em frente ao espelho para pentear o bigode. Eu o imitava nas festas e as pessoas se divertiam muito", contava.

Apesar do sucesso, ele nunca se iludiu com a fama. Tanto que, durante a semana, trabalhava como advogado, especializado em previdência social.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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