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MÚSICA

Após oito anos, Os Paralamas do Sucesso lançam novo álbum

Roberto Aguiar
Por Roberto Aguiar
| Atualizada em

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A banda carioca lança o álbum Sinais do Sim, 13º disco em 34 anos de estrada
A banda carioca lança o álbum Sinais do Sim, 13º disco em 34 anos de estrada - Foto: Maurício Valladares | Divulgação

Otimismo e positividade são duas palavras que definem Sinais do Sim, o 13ª disco da banda Os Paralama do Sucesso, lançado no Dia Mundial do Rock (13 de agosto). Em meio à crise econômica e ao caos político que vive o Brasil, o álbum olha para frente na busca de uma luz no fim do túnel e deixa o recado de que os homens do poder "têm medo de que não tenhamos medo".

De acordo com o baixista da banda, Bi Ribeiro, há dois motivos para que o disco tenha esse perfil. Primeiro, "é um reflexo do que o Herbert Vianna vive e passa após o acidente (o líder do grupo sofreu um acidente de ultraleve no início de 2001 que o deixou paraplégico e viúvo). Tem que ser um cara positivo, se não ele não levanta no dia seguinte. Ele carrega esse otimismo e essa positividade. Isso é vital para ele. Tem que pensar no sim, não pode ter o não, por tudo que ele suportou e passa", disse em entrevista ao A TARDE.

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O outro motivo está relacionado ao momento político que atravessa o país. "Só vem acontecendo coisa ruim. Estamos buscando encontrar e ver o lado bom das coisas. Sair desse afogamento, colocar a cabeça para fora da água. Olhar para frente e buscar o melhor", explicou.

Bi Ribeiro ressaltou que o álbum reflete também a vivacidade do grupo que está há 34 anos na estrada. "Temos a necessidade de produzir e colocar a cara na rua para que possamos nos sentir artisticamente vivos e não ficarmos apenas reproduzindo as mesmas músicas em todos os shows. Uma necessidade natural de ficarmos ativos na vida artística".

O álbum azul

Sinais do Sim é um álbum azul pela cor da capa e pelas mensagens positivas que transmite com muita convicção. É um disco em que a banda deixa transparecer as influências do início da carreira: Eric Clapton, Led Zeppelin e Jimi Hendrix, grandes nomes do rock dos anos 1970.

"Passaram-se oito anos do lançamento do nosso último trabalho, Brasil Afora. Não posso dizer que Sinais do Sim seja um disco mais maduro, mas tem muita convicção nele. É um disco que estamos bastante seguros com o que queríamos fazer e falar. E nossas influências aparecem pela primeira vez com mais força. Fazemos uma espécie de volta às origens", falou o baixista.

O disco é composto por 11 músicas, oito são criações de Herbert Vianna. Não Posso Mais é uma canção que a banda ganhou de presente de Nando Reis, foi a última faixa entrar no projeto. E, fizeram duas versões: Medo do Medo, de João Ruas, em parceria com a rapper portuguesa Cupicaia, e Cuando Pase el Temblor, de Gustavo Cerati, hit de maior sucesso da banda argentina Soda Stereo.

"Ficamos dois anos concentrados nessas novas composições, em ensaios no estúdio, sem um prazo limite, sem pressão nenhuma, de forma bem relaxada. Deixamos as criações ir ganhando a cara de disco, adquirindo a solidez que um bom material exige", revelou o roqueiro.

Um olhar de fora

Quando a ideia do disco começou a ganhar forma, a banda convidou Mario Caldato Júnir para produzi-lo. Ele é reconhecido por seus trabalhos com Beastie Boys, Jack Johnson, Marcelo D2, Seu Jorge e Nação Zumbi. "Resolvemos arriscar, sair da nossa zona de conforto convidando alguém que nunca tinha produzido um trabalho nosso", afirmou Bi.

E acrescentou. "Buscamos um olhar de fora do nosso núcleo. Um vento novo para oxigenar. Mario Caldato é um cara que a gente paquerava há muito tempo. Criamos coragem e o convidamos. Ele veio até nós, ouviu as novas composições e gostou. E fomos nos conhecendo na prática, a partir do inicio do trabalho. Foi uma alegria, uma surpresa muito agradável. Foi uma produção leve, criativa e prazerosa".

Chama atenção também a importância que banda concede à arte gráfica da capa dos álbuns. Com Sinais do Sim não foi diferente. "Valorizamos muito a capa do disco, ao mesmo tempo que interferimos muito pouco na ideia. Sempre aceitamos ideias das pessoas que a gente confia. Para este trabalho convidamos Raul Morão e Marcelo Pereira, da Tecno Pop. Aí eles aparecem com essa foto de uma escultura do Barrão, que não quer dizer nada. Não é um sinal do sim, mas deu uma cara boa para o disco", brincou Bi.

O trio formado por Herbert Vianna (voz e guitarra), João Barone (bateria) e Bi Ribeiro (baixo) começa a turnê Sinais do Sim no dia 30 de setembro, em Curitiba. Salvador estará na agenda, com data a confirmar. Bi Ribeiro foi enfático: "não existe lançamento de um trabalho novo dos Paralamas do Sucesso que não passe pela Bahia".

*Sob supervisão do editor--coordenador Marcos Casé

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