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Ubiratan Marques lança seu primeiro disco autoral

O trabalho do maestro baiano traz oito faixas com elementos da música sinfônica, do pop e do jazz

Publicado terça-feira, 31 de outubro de 2023 às 12:34 h | Autor: Da Redação
Bira Marques, como também é conhecido, é o fundador da Orquestra Afrosinfônica
Bira Marques, como também é conhecido, é o fundador da Orquestra Afrosinfônica -

O maestro Ubiratan Marques vai lançar na próxima sexta-feira, 3, seu primeiro disco autoral, “Dança do Tempo”, pelo selo Máquina de Louco (Baianasystem). Bira Marques, como também é conhecido, é o fundador da Orquestra Afrosinfônica, coletivo de 23 músicos criado em 2009 em Salvador com dois discos lançados: “Branco”, de 2015, e “ORIN, a Língua dos Anjos”, indicado ao Grammy Latino 2021.

“Dança do Tempo vem em um momento muito bacana e com muita história para contar. É a minha vida, a minha vivência, já que a música é a vida de cada um, o desenvolvimento da consciência através dos sons. Ela é como a chuva, toma forma onde está. No Brasil, é guardada e guiada pelos terreiros, já que a música de matriz africana é o tripé da música brasileira. Tem muito das minhas viagens internas e externas também, como a que fiz para a fronteira entre Angola e Namíbia”, pontua o artista.

Com os pés fincados na tradição afro-brasileira e também em sua herança sertaneja, em seu trabalho solo Marques expressa essas experiências, transversais à sua ancestralidade, em oito músicas que também reverenciam figuras fundamentais em sua vida.

É o caso de “Obi Orobó”, homenagem à Mãe Edelzuita de Oxaguian, filha direta de mãe Menininha do Gantois, e à sua avó, a Iyalorixá Guiomar de Ogum (cujo single contou com um lyric vídeo gravado na praia de Jauá, Salvador), “Alma de flores”, que abre com uma sanfona à la Luis Gonzaga em referência à sua “avó do sertão”, Eliziária dos Santos, e “Ibejis”, feita para seus dois filhos gêmeos. Ainda no repertório, “Uma mulher, um homem, uma casa”, “Carolina”, “Lodo ina”, “Poema das sombras” e “Orin”.

O trabalho tem produção de Filipe Cartaxo e Ubiratan Marques, direção artística de Russo Passapusso (Baianasystem) e conta com o apoio luxuoso de Rowney Scott (sax soprano), Reinaldo Boaventura (percussão), Alexandre Vieira (contrabaixo e voz) e Tâmara Pessôa, chefe do naipe de vozes femininas da Orquestra Afrosinfônica, da qual Marques é líder e idealizador.

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