TEATRO
Clássico literário Mar Morto ganha versão teatral


Os amantes da obra de Jorge Amado têm, este final de semana, a oportunidade de conferir a versão teatral de um dos mais populares romances do escritor baiano. Trata-se de Mar Morto, que está em cartaz no Teatro Jorge Amado, Pituba, desta sexta a domingo, às 20 horas.
A direção é de George Vladimir (Prêmio Braskem 2012 na categoria Revelação), que assina a primeira direção profissional, embora já seja conhecido na cena local pelos trabalhos de intérprete.
Os ingressos para os três dias de apresentações devem ser trocados por 1 kg de alimento não perecível na própria bilheteria do teatro, que funciona das 14h às 19h, diariamente.
Desafio - Desta vez George Vladimir não assina só a direção, mas também a adaptação do texto clássico de Jorge, bem como a cenografia e figurino.
"Foi um desafio. Resolvi montar o espetáculo sem patrocínios, só com apoiadores, mas fiquei feliz, inclusive com o Prêmio Braskem. Foi um reconhecimento ao meu trabalho. Afinal são 40 atores em cena", afirma.
George garante que "o público verá toda a recriação do universo amadiano, com toda a sensualidade dos personagens, com direito a cena de nus, mas sem vulgaridade".
Trama - A trama é ambientada na cidade de Salvador da década de 1930 e foca a história de amor de Guma e Lívia. O romance proibido entre o mestre de saveiro Guma e a linda jovem da cidade alta é o centro da narrativa, que mostra o cotidiano e os conflitos dos pescadores e trabalhadores do mar do cais da capital baiana.
O elenco é encabeçado por Marcos Barreto e Raíssa Xavier, que interpretam os protagonistas Guma e Livia. A dançarina Rosiane Pinheiro interpreta Rosa Palmeirão. A atriz Márcia Andrade faz a tia de Lívia, D. Santinha, e o ator Pedro Muller, o velho Francisco.
Coreografias - "A cenografia reproduz o cais da Bahia. O palco é todo coberto por areia da praia. Já para a imagem do mar, optei por não usar tecidos, como é mais usual. Nesta peça, o mar é feito pelas mulheres", entrega o encenador.
George Vladimir diz que os 40 atores atuam, cantam e dançam as coreografias criadas por Marcos Barreto, especialmente para o espetáculo. A trilha sonora, em sua maioria composta por canções de Dorival Caymmi, é interpretada ao vivo pelos atores e músicos em cena, dando ainda mais vida ao universo do escritor baiano.
George Vladimir é ator, diretor e professor de Artes Cênicas. É formado pela Escola de Teatro da Ufba.