Busca interna do iBahia
HOME > cultura > TEATRO

TEATRO

Clássico literário Mar Morto ganha versão teatral

Eduarda Uzêda
Por Eduarda Uzêda
Espetáculo está em cartaz no Teatro Jorge Amado até domingo
Espetáculo está em cartaz no Teatro Jorge Amado até domingo - Foto: Alessandra Nohvais | Divulgação

Os amantes da obra de Jorge Amado têm, este final de semana, a oportunidade de conferir a versão teatral de um dos mais populares romances do escritor baiano. Trata-se de Mar Morto, que está em cartaz no Teatro Jorge Amado, Pituba, desta sexta a domingo, às 20 horas.

A direção é de George Vladimir (Prêmio Braskem 2012 na categoria Revelação), que assina a primeira direção profissional, embora já seja conhecido na cena local pelos trabalhos de intérprete.

Tudo sobre Teatro em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Os ingressos para os três dias de apresentações devem ser trocados por 1 kg de alimento não perecível na própria bilheteria do teatro, que funciona das 14h às 19h, diariamente.

Desafio - Desta vez George Vladimir não assina só a direção, mas também a adaptação do texto clássico de Jorge, bem como a cenografia e figurino.

"Foi um desafio. Resolvi montar o espetáculo sem patrocínios, só com apoiadores, mas fiquei feliz, inclusive com o Prêmio Braskem. Foi um reconhecimento ao meu trabalho. Afinal são 40 atores em cena", afirma.

George garante que "o público verá toda a recriação do universo amadiano, com toda a sensualidade dos personagens, com direito a cena de nus, mas sem vulgaridade".

Trama - A trama é ambientada na cidade de Salvador da década de 1930 e foca a história de amor de Guma e Lívia. O romance proibido entre o mestre de saveiro Guma e a linda jovem da cidade alta é o centro da narrativa, que mostra o cotidiano e os conflitos dos pescadores e trabalhadores do mar do cais da capital baiana.

O elenco é encabeçado por Marcos Barreto e Raíssa Xavier, que interpretam os protagonistas Guma e Livia. A dançarina Rosiane Pinheiro interpreta Rosa Palmeirão. A atriz Márcia Andrade faz a tia de Lívia, D. Santinha, e o ator Pedro Muller, o velho Francisco.

Coreografias - "A cenografia reproduz o cais da Bahia. O palco é todo coberto por areia da praia. Já para a imagem do mar, optei por não usar tecidos, como é mais usual. Nesta peça, o mar é feito pelas mulheres", entrega o encenador.

George Vladimir diz que os 40 atores atuam, cantam e dançam as coreografias criadas por Marcos Barreto, especialmente para o espetáculo. A trilha sonora, em sua maioria composta por canções de Dorival Caymmi, é interpretada ao vivo pelos atores e músicos em cena, dando ainda mais vida ao universo do escritor baiano.

George Vladimir é ator, diretor e professor de Artes Cênicas. É formado pela Escola de Teatro da Ufba.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Compartilhar no Whatsapp Clique aqui

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

Relacionadas

Mais lidas