TELEVISÃO
Caroline Abras fala sobre papel em "I Love Paraisópolis"

A carreira de Caroline Abras sempre caminhou simultaneamente entre o cinema e a TV. Mas a atriz admite que, até ser chamada para interpretar a durona Ximena de "I Love Paraisópolis", enxergava nas telonas mais possibilidades de se distanciar de sua realidade do que nos folhetins.
Agora, na pele da principal comparsa do chefe da favela que dá nome à novela das 19 horas da Globo, a paulistana de 27 anos acredita que pode mostrar na televisão uma versatilidade que seus papéis anteriores não permitiam.
"A Ximena tem uma agressividade e uma malandragem que não têm absolutamente nada a ver comigo", justifica Caroline, que já faturou por duas vezes o prêmio de Melhor Atriz de Curta-Metragem do Festival de Gramado, em 2006 e 2007, por Alguma Coisa Assim e Perto de Qualquer Lugar, respectivamente, e de Melhor Atriz do Festival do Rio, em 2008, por Se Nada Mais Der Certo.
Respeito
Na história, Ximena tem um temperamento forte e, para impor respeito na comunidade em que vive, se comporta quase como um menino.
Mas a personagem tem seus momentos em que expressa toda a feminilidade de uma mulher que, no fundo, deseja o mesmo que quase todas as outras com quem convive em Paraisópolis: o amor e a proteção do homem desejado.
E, no caso dela, o escolhido é o invocado Grego (Caio Castro), quem manda e desmanda em toda a favela. Mas o rapaz só tem olhos para a mocinha Marizete (Bruna Marquezine). "O problema não é só saber que ele é apaixonado por outra. A Ximena é obrigada a ouvir, o tempo todo, as lamúrias dele por causa disso.
No fundo, Grego não tem tanta noção do que rola, acha que é uma fixação da amiga", analisa Caroline, que garante não saber se o coração de Ximena poderá ser ocupado por outro durante a trama.
"Na sinopse não aparecia nada. Toda a atenção dela é para o Grego. Mas, dependendo da vontade do público, pode ser que role", despista.
Tráfico de peças
Por fazer parte de um grupo de contraventores que trabalha com o tráfico de peças e desmanche de automóveis, Ximena volta e meia aparece envolvida em sequências de ação. Muitas vezes, em cima de sua moto.
Andar sobre duas rodas foi uma grande novidade para Caroline, que precisou aprender a pilotar a pedido da direção. Um hábito que, agora, pensa em levar para sua vida particular.
Mas Caroline nem acha que aprender a pilotar tenha sido a parte mais complicada de sua preparação para interpretar Ximena.
Um dos pontos que ela afirma ter sido trabalhado com cuidado por toda a equipe foi a prosódia. Natural de São Paulo, o sotaque não é um problema. Porém, o meio em que Ximena convive exige uma atenção especial.
"Precisa ter uma malandragem dentro das gírias, do dialeto dos personagens. Para isso, ouvimos muito um ao outro. O trabalho coletivo foi fundamental para garantir essa uniformidade", explica.
O fato de se tratar de uma comédia romântica também demanda cautela. Afinal, por mais que apareçam situações engraçadas envolvendo o núcleo marginal da novela, ali também se concentra uma parte densa da história.
"A leveza aparece de acordo com o que está sendo dito e quem está em cena. Eu nunca tinha mesclado drama com comédia, mas é bem legal. Acho que está dando certo", gaba-se.
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