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Hyldon repassa carreira em show em Salvador

Daniel Oliveira
Por Daniel Oliveira
Hyldon tem músicas marcantes como "Na Rua, Na Chuva e na Fazenda"
Hyldon tem músicas marcantes como "Na Rua, Na Chuva e na Fazenda" - Foto: Daryan Dornelles | Divulgação

Entre soul music e apresentação intimista (mais adequada ao blues) há uma grande distância. É esse vão que o cantor, compositor e guitarrista Hyldon encurta em seu mais recente show - de formato reduzido, sem banda -, que chega a Salvador, sábado, 19, e domingo, 20, às 17 e 20 horas (dois em cada dia), na Caixa Cultural.

Para ele, a equação é simples e a árvore genealógica da música, junto com as suas experiências, resolve com facilidade: "O pai do rock é o blues, que é mãe da soul music, e ouvi muito na infância Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e, é claro, Dorival Caymmi", explica Hyldon.

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Nesse sentido, as referências do soul e essas outras vivências, além dos trabalhos com bandas de rock no início da carreira, contribuem para a coesão da apresentação nesse diferente modelo, em dupla com o guitarrista Guinho Tavares.

Arquitetado a partir do disco-coletânea Na Rua, Na Chuva e Na Fazenda - A Origem, o show faz um apanhado de suas composições - regravações, parcerias e sucessos radiofônicos. Músicas como As Dores do Mundo e a faixa homônima ao álbum, também conhecida como Casinha de Sapê, estão no roteiro.

"Vou fazer uma retrospectiva e tocar meus grandes sucessos e também contar algumas histórias. Fazer a galera cantar junto e dar risadas de fatos engraçados".

Hyldon também garante canções elaboradas com Tim Maia e Cassiano, aliados na difusão da soul music. "Irei homenagear os meus parceiros". Os três se conheceram nos anos 1970 e firmaram sólida parceria, uma espécie de santíssima trindade, que de santa não tinha nada, do soul music no país.

Antes desse período, o artista era mais conhecido pelo seu lado compositor e já tinha músicas gravadas por nomes como Wilson Simonal, Tony Tornado e Jerry Adrianni.

Nascido em Salvador, Hyldon viveu na Bahia até os sete anos, quando foi morar no Rio. Ele conta que a capital baiana é o lugar de recarregar as baterias e ativar memórias afetivas, como da Igreja do Bonfim e da praia da Boa Viagem. "Só em pisar em Salvador fico emocionado".

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