CULTURA
Novo disco da banda Armandinho, Dodô e Osmar, triângulo, sanfona e zabumba se unem à guitarra baiana

Poucos acordes musicais identificam tanto a Bahia quanto os da guitarra de Armando Macêdo, um dos mais importantes músicos da história do cancioneiro nacional. Ao lado dos irmãos Betinho, Aroldo e André, o filho de Osmar Macêdo – um dos inventores do trio elétrico – está levando sua inconfundível guitarra baiana para o mais novo álbum da banda Armandinho, Dodô & Osmar.
Folia Junina, disco que homenageia duas das mais tradicionais festas nordestinas – São João e Carnaval –, chega às principais plataformas digitais agora em junho, mais precisamente no dia 4, pegando carona no São João, que está batendo na porta e é a maior festa junina do Nordeste brasileiro.
“A gente sempre esteve ligado à música junina. Então, a gente resolveu fazer um álbum dedicado ao São João, mostrar a relação das nossas músicas com o São João. Se vocês ouvirem o álbum, vão ver que a relação entre o trieletrizado e o junino é muito integrada”, argumenta Armandinho.
Composto por 12 músicas - incluindo dois pot-pourris -, e com uma delas – Zanzibar (Armandinho/Fausto Nilo) - já disponível nos canais digitais de música (Spotify, Deezer) desde o último dia 21, o disco faz uma viagem musical, transportando canções, muitas delas carnavalescas, para o universo junino. Ou seja, é música de Carnaval para dançar forró.
Aroldo Macêdo garante que um dos objetivos do disco é mostrar como as músicas podem ser tocadas em outros ritmos. “Transformar a música de Carnaval em um baião, um xote. É bacana ver a música se reinventando, se transformando. Essa possibilidade que o repertório dá é muito bacana. Essa forma de trazer pra esses estilos é uma coisa que a gente gosta muito de fazer. Uma música feita para alegrar no Carnaval e que vai alegrar também no São João”, conta.
Ritmos chegados
Em Folia Junina, triângulo, sanfona e zabumba se juntam ao bandolim e à icônica guitarra baiana de Armandinho para “sãojoãnizar” clássicos do cancioneiro nacional. No repertório, músicas de grandes compositores brasileiros como Gilberto Gil, Dominguinhos, Moraes Moreira e Zé Ramalho.
“A guitarra baiana está presente porque é a minha marca registrada. É o que personaliza a nossa música trieletrizada, e essa ligação com a sanfona é um casamento perfeito”, observa Armandinho.
Folia Junina tem Chame Gente (Armandinho, Moraes Moreira), Vida Boa (Armandinho Macêdo, Fausto Nilo), Fogaréu (Walter Queiroz), Festa do interior (Moraes Moreira, Abel Silva), Abri a Porta (Dominguinhos, Gilberto Gil), Forró do ABC (Moraes Moreira, Patinhas), Frevo Mulher (Zé Ramalho), Cometa Mambembe (Carlos Pita, Edmundo Caroso), Espumas ao Vento (José Accioly, Cavalcante Neto), Forró Bachiano (Armandinho, Sivuca), Gemedeira (Robertinho do Recife, Capinan), Instrumento Bom (Moraes Moreira, Fred Góes), Madalena (Gilberto Gil), além de Zanzibar.
Para Aroldo, o critério para a escolha das músicas foi selecionar o repertório da banda que se encaixa bem nos ritmos nordestinos que tocam no São João. “Xote, baião, xaxado, galope. A música popular brasileira está dentro desse formato. Isso tudo está muito ligado”, complementa.
Ao trazer o ritmo carnavalesco para as festas de São João, a banda quer mostrar que há uma ligação musical muito forte entre essas duas festas populares e, também, que a música junina sempre esteve presente no trabalho dos irmãos Macêdo.
“Fazer os clássicos do Carnaval em forma junina é justamente para mostrar a ligação da banda com esse tipo de música. Elas estão muito próximas. O galope, por exemplo, é um ritmo que se faz no São João e no trio elétrico. Os ritmos são muito chegados. Tem tudo a ver”, conclui Armandinho.
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