ECONOMIA
Abag propõe criação da Agência de Defesa Agropecuária
Depois de apresentar no final do ano passado a todos os candidatos à presidência da República as propostas do agronegócio sobre os 15 pontos considerados essenciais ao setor, a Associação Brasileira de Agribusiness (Abag) decidiu investir também no Poder Legislativo. Hoje, em Brasília, o presidente da entidade, Carlo Lovatelli, reuniu os deputados da Comissão de Agricultura da Câmara para detalhar as necessidades do setor e informar que pouca coisa foi feita pelo Executivo até o momento.
O presidente da Abag detalhou cada um dos itens e fez algumas sugestões aos deputados para que pudessem ser trabalhadas em nível parlamentar. Uma das propostas na área tributária, por exemplo, prevê a criação de um Simples Agropecuário, com objetivo de incentivar os produtores a se transformarem em empresas.
Lovatelli lembrou que a dotação orçamentária do Ministério da Agricultura não condiz com a importância do setor, que é necessário ampliar a subvenção ao seguro rural e que seria conveniente o governo criar uma agência de Defesa Agropecuária, envolvendo o setor público e privado. "Essas são algumas propostas que são necessárias ao agronegócio. O setor precisa de um tratamento compatível com a sua importância", disse Lovatelli.
Em defesa do governo, o Secretário de Política Agrícola do Ministério, Edílson Guimarães, disse que o próximo plano de safra deve reduzir o custo do financiamento do agricultor. A idéia seria ampliar os recursos a juros controlados, que hoje representam apenas 30% da necessidade de financiamento do setor. "Além disso, nossa meta para 2007 é cobrir 10% da área plantada com o seguro rural, já que temos um orçamento de R$ 99,5 milhões para isso", disse Guimarães.
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