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Agricultores da região Sul intensificam protestos

Agencia Estado
Por Agencia Estado

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Depois da trégua do fim de semana, agricultores paranaenses fecharam agências do Banco do Brasil, em detrimento dos bloqueios de rodovias, forma de protesto dos últimos 15 dias. Eles querem chamar a atenção para a crise no campo: reclamam dos preços baixos dos produtos e pedem parcelamento das dívidas.

Os produtores fecharam os bancos de 11 municípios parcial ou totalmente. A maior concentração foi em Alvorada do Sul, onde também houve interrupção dos serviços na agência dos Correios e em casas lotéricas. Tratores e colheitadeiras foram usados para o protesto. Em Rolândia, os produtores fizeram barreiras com sacos de grãos e impediram que as pessoas chegassem até nos caixas eletrônicos.

Em Curitiba, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, se reuniu com dirigentes da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) e da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep). Reconheceu os problemas e considerou justas as reivindicações. "Quando brigam não estão desprovidos de razão", disse. Mas salientou que o governo não pretende realizar uma renegociação indiscriminada das dívidas. O ministro afirmou que o governo federal já colocou R$ 2 bilhões para aquisição de produtos, visando melhorar o preço de comercialização.

Nas regiões noroeste e centro-oeste do Estado, a Polícia Rodoviária Estadual registrou apenas quatro bloqueios na região. Os agricultores preferem manter em sigilo as próximas atividades a serem feitas pelo menos até quinta-feira, para quando o governo federal prevê o anúncio de um pacote de investimentos.

No Rio Grande do Sul, os produtores rurais ampliaram hoje os bloqueios em rodovias no Estado. As interrupções ocorrem em dois pontos da BR-290, em São Gabriel e Cachoeira do Sul; na BR-116, em Pelotas; na RS-377, em Manoel Viana; na RS-287, em Paraíso do Sul e na RS-640, em Rosário do Sul. Em Tapes, na BR-116, vários arrozeiros fazem protestos à beira da rodovia, mas sem interromper o trânsito de veículos.

Os arrozeiros, responsáveis pela maioria dos bloqueios, tiveram o apoio do governador Germano Rigotto. "Temos o empobrecimento do produtor, o abandono da produção, temos também preços irreais e um enorme descaso com relação ao passado e uma indefinição com relação ao futuro".

Um protesto diferente, sem barreiras nem bloqueios, foi realizado em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Produtores rurais fizeram um arroz carreteiro (prato típico gaúcho) para mais de mil pessoas.

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