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AIE manifesta ceticismo sobre uso global do etanol

Agencia Estado
Por Agencia Estado

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A Agência Internacional de Energia (AIE) manifestou uma boa dose de ceticismo sobre a viabilidade de o etanol se transformar numa alternativa de combustível em escala mundial. A globalização do etanol e seu tratamento como commodity é uma dos principais bandeiras do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No encerramento de sua reunião ministerial, a entidade, que é integrada por 26 países industrializados, disse hoje ter dúvidas sobre a capacidade de se produzir etanol numa escala suficiente e sustentável para se atender a uma maior demanda global no futuro. Alertou também que nem todos os métodos atuais empregados na produção do etanol oferecem ganhos ambientais. Embora tenha enfatizado que o etanol produzido pelo Brasil através da cana-de-açúcar tem menores custos e é o mais "limpo", disse que a prioridade deve ser o desenvolvimento tecnológico da "segunda geração" do combustível, produzido a partir da celulose.

"É preciso cuidado ao se dar o nome de biocombustível ao etanol", disse o ministro da Energia da Noruega, Odd Roger Enoksen, que presidiu o encontro ministerial da agência. "Se você olhar as maneiras que o etanol é produzido ao redor do mundo verá que, em muitos casos, elas não boas para o meio ambiente."

O diretor-executivo da AIE, Claude Mandil, disse que será necessário um exame cuidadoso sobre o impacto ambiental de cada método de produção do etanol antes de se ter uma estratégia clara sobre o tema. Mas enfatizou: "A melhor maneira hoje de se produzir etanol para o meio ambiente é através da cana-de-açúcar, no Brasil."

Amorim

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que as demonstrações de cautela diante do etanol são naturais. "Para muita gente ainda é uma novidade, que mexe com interesses políticos e econômicos", afirmou. Ele ressaltou que na parceria firmada entre os Estados Unidos e o Brasil para o etanol, estão previstos investimentos no desenvolvimento da segunda geração do produto. "Temos que nos preparar para ela", disse.

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