ECONOMIA
Ajuda de estatais para superávit primário em 2006 é de R$1,1 bi
As estatais tiveram contribuição líquida de 1,057 bilhão de reais no superávit primário do setor público consolidado de janeiro a agosto, apontou o Tesouro Nacional nesta terça-feira.
Ao apresentar o último resultado do governo central, que inclui Tesouro, Previdência e Banco Central, Kawall afirmou que "às vezes não é muito bem compreendido qual é o impacto que o pagamento de dividendos das estatais tem do ponto de vista do setor público consolidado".
"O que importa do resultado primário é aquilo que você recebe de dividendos das instituições financeiras... menos aquilo que as empresas não-financeiras pagam para os acionistas privados. Os dividendos pagos pelas não-financeiras à União são neutros, não têm efeito para o consolidado", afirmou a jornalistas.
Kawall procurou enfatizar que os dividendos pagos por estatais não-financeiras, como a Petrobras, engordam os cofres do governo, mas por outro lado emagrecem o caixa da própria empresa --que também faz parte da composição do setor público consolidado.
O secretário acrescentou que o caso das instituições financeiras públicas é diferente. "Elas não integram o setor público (consolidado), é como se eu estivesse recebendo de uma empresa privada."
De janeiro a agosto, informou o secretário, os bancos públicos contribuíram com 6,270 bilhões de reais para o superávit público consolidado. Mas, do lado negativo, as estatais não-financeiras distribuíram 5,213 bilhões de reais a acionistas privados. Com isso, a contribuição líquida foi de 1,057 bilhão de reais.
Em 2005, as instituições financeiras pagaram para a União, segundo o Tesouro, 2,547 bilhões de reais em dividendos. Já o que foi pago pelas estatais não-financeiras para o setor privado, que é a coluna negativa, alcançou 3,811 bilhões de reais nos 12 meses do ano passado.
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