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Alimentos continuarão pressionando IPCA, prevê IBGE

Agencia Estado
Por Agencia Estado

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Os alimentos devem continuar pressionando a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em setembro, mesmo com menor força do que ocorreu em agosto, segundo adiantou a coordenadora de índices de preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eulina Nunes dos Santos. Em agosto, segundo divulgou hoje o instituto, os produtos alimentícios foram responsáveis por 0,29 ponto porcentual, ou 62% da taxa do índice de 0,47% apurado no mês. Ela citou ainda, como pressão para a taxa de setembro, o reajuste de 4,3% na taxa de água e esgoto do Rio de Janeiro, a partir de 4 de setembro.

O telefone fixo, por sua vez, deverá contribuir para conter a inflação neste mês. Ela explicou que, em julho e agosto, o reajuste do telefone fixo foi captado, respectivamente, no Rio de Janeiro e São Paulo, locais onde as mudanças de tarifação definidas pela Agência Nacional de Telecomunicação (Anatel) resultaram em alguma alta para o consumidor. Porém, a partir de setembro, serão computadas as variações de preços em seis regiões metropolitanas onde as mudanças vão beneficiar os consumidores, ajudando a puxar para baixo a inflação.

Acumulado

O reajuste nos preços dos produtos alimentícios já acumulou, até agosto, alta de 6,73% em 2007, variação muito maior do que o aumento total de 1,23% ocorrido nesse grupo de produtos em todo o ano de 2006. Enquanto no ano passado os alimentos deram uma forte contribuição para conter o IPCA, em 2007 o impacto tem sido o contrário, de pressão de alta sobre a taxa, segundo Eulina. Ela sublinhou que desde 2003 os alimentos não subiam tanto e a elevação de 1,39% nos preços desses produtos apurada em agosto é a maior elevação mensal registrada desde março daquele ano.

A coordenadora explicou que os alimentícios foram bastante pressionados pela chuva no primeiro trimestre de 2007, mostraram estabilidade em abril e, já em maio, sofreram impacto dos aumentos do leite.

O grupo de produtos alimentícios contribuiu, sozinho, com 1,38 ponto porcentual, ou quase a metade do IPCA de 2,80% acumulado de janeiro a agosto de 2007. "A inflação está muito concentrada nos alimentos e em agosto houve um espalhamento maior no grupo dos alimentícios, enquanto os não alimentícios dão até uma certa ajuda para conter a taxa", disse Eulina.

Em agosto, segundo ela, houve influência maior no avanço desse grupo, para vários produtos. Além do leite, houve também aumento no mês em outros itens importantes para a despesa das famílias, como tomate (17,75%), cenoura (6,31%), feijão carioca (5,11%) e feijão preto (3,70%).

Leite

A expansão nos preços do leite e derivados, que tem representado a maior pressão individual para o IPCA mensal desde maio, começou a desacelerar no final de agosto e deverá prosseguir na perda de ritmo nos próximos meses, mesmo que ainda permaneça algum resquício sobre as despesas das famílias, prevê Eulina. No mês passado, o item leite e derivados avançou 5,77%, contribuindo com 0,13 ponto porcentual para a inflação de 0,47% de agosto. Em julho, havia subido 11,31%, com impacto de 0,24 pp na taxa final daquele mês.

A coordenadora lembrou que esses produtos têm tido reajuste por causa da entressafra, aumento do consumo interno e mundial e quebra de safra em países produtores importantes, como a Austrália. Em 2007, o leite pasteurizado já acumula aumento de 53,95%.

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