ECONOMIA
Alimentos e combustíveis recuam e IPCA-15 desacelera

Por Agência Reuters
A inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) desacelerou mais que o esperado em setembro, aliviada por menores custos de transportes e alimentação.
O IPCA-15 subiu 0,05 por cento em setembro, ante alta de 0,19 por cento em agosto. Economistas esperavam, em média, alta de 0,13 por cento.
A divulgação do dado só ocorreria na sexta-feira, mas acabou sendo antecipada porque um erro fez com que a informação entrasse no site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.
"(O relatório do IPCA-15) entrou no site por um problema operacional. Nossa rede estava com problemas o dia inteiro e, durante a preparação da página de amanhã, ele entrou acidentalmente", informou a assessoria de comunicação do IBGE por telefone à Reuters.
No terceiro trimestre, o IPCA-15 subiu 0,22 por cento. No ano, o indicador acumula alta de 1,92 por cento e nos últimos doze meses, de 3,69 por cento.
Após a divulgação, a Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio) revisou para baixo sua projeção para o IPCA de 2006, de entre 3,5 e 4,0 por cento para 3,0 a 3,5 por cento.
"Diante do resultado do IPCA-15, podemos concluir que o subgrupo Combustíveis e o grupo Alimentos e bebidas têm demonstrado uma chance maior de descompressão no futuro", afirmou em nota João Carlos Gomes, economista da Fecomercio.
Em setembro, os preços do grupo Alimentação e bebidas declinaram 0,06 por cento, depois da alta de 0,18 por cento em agosto.
Entre os destaques, está a queda dos preços de cebola, batata-inglesa, feijão carioca, feijão preto, tomate e açúcar cristal. Já as carnes, em período de entressafra, mostraram avanço de 2,23 por cento.
Os preços do grupo Transportes recuaram 0,38 por cento, seguindo a alta de 0,23 por cento na leitura anterior. A gasolina caiu 0,38 por cento e o álcool combustível declinou 2,59 por cento.
Esses dois grupos foram os que mais contribuíram para a desaceleração do IPCA-15, mas outros preços também tiveram queda significativa, como remédios, eletrodomésticos, artigos de higiene pessoal e de limpeza.
Já no lado de aumento de preços, os destaques foram os itens salários dos empregados domésticos e taxa de água e esgoto.
Entre as regiões, a maior taxa do IPCA-15 foi apurada no Recife, de 0,24 por cento, e a menor, em Belém, com queda de 0,28 por cento. Em São Paulo, o índice avançou 0,04 por cento.
O IPCA-15 é tido como uma prévia do IPCA, o índice que serve de referência para a meta de inflação do governo. O IPCA-15 usa a mesma metodologia do IPCA, apurando a variação de preços para famílias com renda de até 40 salários mínimos em 11 regiões metropolitanas do país.
A diferença está no período de coleta, já que o IPCA mede o mês calendário, enquanto o IPCA-15 de setembro apurou os preços entre 15 de agosto e 12 de setembro.
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