ECONOMIA
Alimentos in natura e escolas puxam aceleração do IPC-S
Alimentos in natura com os preços em alta e mensalidades escolares mais caras puxaram a aceleração na taxa do Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), que passou de 0,63% para 0,86%. A informação é do economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), André Braz. De acordo com ele, na passagem do indicador de até 31 de dezembro para o índice de até o último dia 7, houve o fim da deflação em hortaliças e legumes (de -1,51% para 2,08%); e frutas (de -1,57% para 2,03%).
Porém, o economista fez questão de ressaltar que tanto o comportamento dos preços dos alimentos in natura como das mensalidades escolares são sazonais e característicos dessa época do ano. "A taxa do IPC-S sempre sobe em janeiro", disse. Entretanto, a taxa do IPC-S na primeira quadrissemana de janeiro foi a maior, para uma primeira quadrissemana do mês em análise, em toda série histórica do indicador, iniciada em janeiro de 2003.
O resultado superou as taxas da primeira quadrissemana de janeiro de 2004 (0,37%); de 2005 (0,72%); e de 2006 (de 0,69%). Braz explicou que não há resultado para a primeira quadrissemana de janeiro de 2003 porque o índice começou a ser apurado na quarta quadrissemana do primeiro mês daquele ano.
In natura
O economista considerou que, em janeiro, os preços dos alimentos in natura costumam subir mais, devido ao impacto das mudanças de clima nas lavouras, que são de curta duração. "O verão sempre conta com mais chuvas e calor intenso. Os efeitos disso sempre acabam aparecendo na inflação, por meio dos alimentos in natura", disse. Ele considerou que as recentes chuvas, além de afetar o desempenho da produção dos alimentos in natura, também inibe oferta por influência logística.
Braz comentou que, com os recentes problemas climáticos, houve quedas de barreiras e danos em estradas - o que prejudica o transporte desse tipo de alimento da área de produção aos mercados de consumo.
Outro fator citado pelo economista foi a aceleração de preços em cursos formais (de 0,0% para 1,05%), o que causou a elevação de preços mais intensa em educação, leitura e recreação (de 0,17% para 0,70%). O economista lembrou que janeiro é conhecido como mês de reajustes nos preços das mensalidades escolares.
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