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ECONOMIA

Alimentos mais caros no sul baiano

JORNAL A TARDE

Por JORNAL A TARDE

10/01/2006 - 0:00 h

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A cesta básica subiu 12,98% em Itabuna e 9,34% em Ilhéus. Em ambas, o tomate foi o vilão, com alta de 115% e 73%



Luiz Conceição

 

ITABUNA (DA SUCURSAL SUL DA BAHIA) –
O custo da cesta básica subiu 12,98%, em Itabuna, e 9,34%, em Ilhéus, em 2005, como demonstra levantamento de preços feito nos estabelecimentos comerciais de maior fluxo nas duas principais cidades do sul da Bahia. O estudo é realizado pelo projeto Acompanhamento de Preço do Custo da Cesta Básica do Departamento de Ciências Econômicas (DCEC), da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).



Quanto à cesta básica em Itabuna, o tomate foi o produto que mais apresentou variação positiva de preço (115,69%), seguido do açúcar (10,81%), banana (10%), café (7,92%) e carne bovina (5,75%). Já o arroz teve a maior queda (-22,41), seguido da farinha (-15,87%), óleo de soja (-11,29%) e manteiga a granel (-11,29).



Os preços do leite (-8,04%) e o pão (1,69%), essenciais à alimentação diária, também foram analisados.



Em Ilhéus, os pesquisadores observaram a mesma tendência quanto à variação dos preços dos produtos. O tomate continuou à frente com 73,33%, seguido do açúcar (18%), do pão (12,32%) e do café (7,39%). Os preços diminuíram para o arroz (-19,93%), a farinha de mandioca (-19,84), o óleo de soja (-17,21%), a manteiga a granel (-10,62) e o leite (-7,76%). A carne bovina na cidade variou para mais 1,43% nos 12 meses do ano passado.



DIEESE – Os pesquisadores se utilizam da mesma metodologia do Dieese, ou seja, o valor da cesta básica de acordo com o Decreto-lei nº 399, de abril de 1938, que instituiu o salário mínimo. Segundo a coordenadora do projeto, professora Mônica de Moura Pires, mestre e doutora em Economia Rural, pela Universidade Federal de Viçosa (MG), quando o produto possui várias cotações, coletam-se todas elas, sendo retirados os valores extremos e, estabelecendo-se três níveis de preço, faz-se uma média aritmética desses preços.



Depois, somam-se os vários resultados coletados nos estabelecimentos comerciais pesquisados e obtém-se o preço médio para cada produto. Este preço, multiplicado pelas quantidades, determina o gasto mensal do trabalhador com cada produto, cuja soma resulta no custo mensal da cesta básica para um indivíduo adulto. O trabalho de pesquisa vem sendo realizado desde março de 1999, mas a divulgação de boletins mensais começou a partir de 2004, enquanto a análise da variação anual da cesta básica somente se deu a partir do ano passado.



A coordenadora da pesquisa informa que o preço da cesta básica em Itabuna é maior, diante da forte demanda existente, principalmente porque abastece cidades circunvizinhas, a exemplo de Buararema, Itapé, Itajuípe, Coarací, Ibicaraí e até Ilhéus. “A pressão faz com que os preços dos produtos sejam maiores do que em Ilhéus, onde os comerciantes preferem vender à vista, o que resulta em menores preços ao consumidor”, explica. “Contudo, a partir de novembro, com a chegada da alta estação e aumento do fluxo turístico, os preços sempre tendem a se elevar”, ressalta.

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