Busca interna do iBahia
HOME > ECONOMIA
Ouvir Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

ECONOMIA

Alta da taxa de juros eleva a inadimplência em 6,6%

Donaldson Gomes, do A TARDE
Por Donaldson Gomes, do A TARDE
| Atualizada em

Siga o A TARDE no Google

Google icon

Leia Também:
>> Analistas já vêm efeitos da crise internacional no dia-a-dia

>> Crise não deve afetar programas sociais



Os aumentos na taxa básica de juros do Brasil, a Selic, têm reflexo direto no aumento da inadimplência. Dados do Indicador Serasa de Pessoa Física demonstram um aumento na inadimplência brasileira em 6,6% de janeiro até agosto, período que coincide com os aumentos dos juros para enfrentar os efeitos da crise norte-americana. Neste quadro, cautela é a recomendação para o consumidor.



O levantamento aponta ainda uma alta de 4,8% na inadimplência em agosto deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com o analista econômico do Serasa, Carlos Henrique de Almeida, todas as vezes em que há aumentos nas taxas de juros, aumenta a inadimplência. “Fica mais difícil para o consumidor honrar os seus compromissos”, explica. Apesar de considerar que a inadimplência do mercado já está alta, ele acredita que não há motivos para pânico, quanto a uma possível retração de consumo. “Está chegando a época em que o brasileiro recebe o 13º salário, o que deve ser usado para o pagamento de muitas dívidas”, explica.



No comércio de Salvador, o movimento para a quitação de débitos começou mais cedo que de costume. De acordo com a Câmara dos Dirigentes Lojistas de Salvador (CDL), a fase das negociações, que normalmente acontece em maior volume a partir de outubro, iniciou-se já em julho. “O aumento na oferta de empregos acabou se refletindo numa redução no estoque de inadimplência do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito)”, avalia o superintendente do CDL, Carlos Roberto Oliveira. Ele destaca ainda a boa expectativa em relação à reabilitação de crédito até dezembro.



Em comparação com os dois últimos anos, o índice de inadimplência em Salvador caiu. Em agosto de 2006, apontou-se um índice de 8,1% das pesquisas de crédito feitas pela CDL, com uma queda em 2007 para 7,2% e outra para 6,7% no mesmo período deste ano. “Se levarmos em conta a grande oferta de crédito atual, a inadimplência é baixa”, analisa Oliveira. Ele explica que a inadimplência funciona como um ciclo. “Cai a partir de outubro, por conta da expectativa de consumo nas festas de fim de ano e volta a aumentar depois do Carnaval, quando os compromissos do fim de ano se juntam aos do calendário escolar e outros”.



DÉCIMO TERCEIRO - Recém contratado como auxiliar de telemarketing, Ailton Santos já tem planos para os vencimentos que vai receber até o fim do ano: “Vou pagar minhas dívidas para terminar o ano livre”.



A postura é recomendada pelo orientador de finanças pessoais da consultoria Planilhar, Erasmo Vieira. “Quem tem dívidas deve priorizar a liquidação, pois os juros são como cupins comendo o salário de muitas pessoas”, compara. O consumidor deve evitar ficar devendo para a administradora do cartão de crédito ou entrar no limite do cheque especial, que são índices bastante influenciados pelo desempenho da Selic.



Com um orçamento estruturado, o funcionário público Ricardo Costa e a técnica em enfermagem Magali Santos, pretendem fazer melhorias em sua residência. “Vamos investir no acabamento de nossa casa e comprar algumas peças para a decoração”, comenta Magali, ressaltando que vai fazer apenas aquilo que os recursos do 13º salário permitir. “Já nos endividamos para construir a casa, agora fazemos só o que der”, explica.



Vieira considera correto o posicionamento do casal. “Este não é o momento de se endividar, por conta da expectativa de novos aumentos na taxa básica de juros”, adverte. O conselho para quem tem dinheiro é que aproveite para comprar à vista ou investir agora, se os recursos já estiverem disponíveis para lucrar até a chegada do Natal.



“Uma boa opção para quem tem algum recurso disponível é investir em fundos DI (que tem rentabilidade vinculada à taxa Selic) até o momento de comprar os presentes de fim de ano”, recomenda Erasmo Vieira. Assim, diz o especialista, pode-se ganhar com juros no período.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.

Participe também do nosso canal no WhatsApp.

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Email Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar no Whatsapp

Siga nossas redes

Siga nossas redes

Publicações Relacionadas

A tarde play
Play

Ponte Salvador-Itaparica: quanto tempo levará a travessia de carro?

Play

Carne nova no pedaço? Proteína de laboratório cresce e mira mercado na Bahia

Play

Esquecido pelo Senado, Super MEI ganha sobrevida e avança na Câmara

Play

Deyvid Bacelar analisa impacto da guerra nos preços dos combustíveis na Bahia

x