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ECONOMIA

Alta de insumos pressiona mercado imobiliário baiano

Donaldson Gomes l A TARDE
Por Donaldson Gomes l A TARDE
| Atualizada em

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Reajustes salariais acima da inflação e aumentos nos preços dos insumos vão pressionar o preço dos imóveis que serão lançados este ano. A perspectiva, traçada por dirigentes do mercado imobiliário, é de que os imóveis que já estão em construção percebam menos o impacto do aumento nos custos.

De acordo com a Lopes Imobiliária, a perspectiva de valorização no metro quadrado na Bahia, que em 2010 custava em média R$ 3,2 mil aumente em até 25% neste ano. “É uma perspectiva”, ressalta o diretor de atendimento da Lopes, Renato Albuquerque. Segundo ele, os lançamentos deste ano ainda estariam começando a acontecer, passado o período de Carnaval.

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Além da valorização no metro quadrado, Albuquerque acredita na possibilidade de uma ampliação de 20% nos lançamentos de novos empreendimentos este ano. Isso porque incorporadoras que estariam sofrendo com atrasos em obras no ano passado adiaram novos lançamentos para este ano. “As empresas estão sofrendo com os atrasos”, admite o diretor.

A escassez de mão de obra qualificada provoca a baixa produtividade nos canteiros de obras, de acordo com o diretor de Habitação da Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA), José Azevedo. “E quanto mais tempo a obra leva, maiores os custos que nós temos”, calcula.

A administradora Nívea Garcia, 31 anos, foi avisada logo na assinatura do contrato que o quarto e sala comprado na planta no meio do ano passado pode atrasar. “A entrega está prevista para dezembro, mas a empresa avisou que pode atrasar até quatro meses por causa da chuva”, diz.

“Quanto à valorização, o que eu estou vendo é outra coisa”, diz. Segundo ela, até hoje o estande de vendas permanece em frente ao canteiro. “Acho que é bem possível estar havendo alguma promoção”, acredita.

O cenário traçado pela compradora é apontado pelo corretor de imóveis e conselheiro do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis na Bahia (Creci-BA), Noel Silva, como mais próximo da realidade para este ano.

“Houve uma grande valorização do metro quadrado nos últimos cinco anos, mas neste momento a situação não está assim”, pondera. Segundo ele, o segmento vai ter que resolver uma equação complicada este ano. “Os custos aumentaram, mas o comprador não vai ter como pagar mais caro”, avalia.

Leia reportagem completa na edição impressa do Jornal A Tarde desta sexta-feira, 1º, ou, se você é assinante, acesse aqui a versão digital.

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