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ECONOMIA

Alta do trigo deixará massas e biscoitos mais caros em setembro

Thais Rocha l A TARDE

Por Thais Rocha l A TARDE

23/08/2010 - 21:21 h | Atualizada em 22/01/2021 - 0:00

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O aumento do preço do trigo no mercado internacional pesará no bolso do consumidor baiano a partir de setembro. A maior alta deve ser no preço das massas, em torno de 20%, e os biscoitos devem ficar 10% mais caros. A dúvida é sobre o pão francês, o popular pãozinho, que ainda não aumentou, apesar de a farinha de trigo, principal ingrediente da receita, ter sofrido alta de 43% de julho para cá.

O presidente do Sindicato da Indústria da Panificação e Confeitaria de Salvador, Mário Pithon, explica que a variação no preço da farinha de trigo é muito grande e que o mercado prefere absorver esta alta até que o valor se estabilize. “Se continuar neste patamar, o aumento do pãozinho é justificável”, disse.

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A maior preocupação do setor, segundo ele, é com a tendência de desabastecimento sinalizada esta semana. Fornecedores de farinha de trigo estão com estoques em baixa, e alguns produtos, como a farinha integral, começaram a faltar. “Estou neste mercado há 15 anos e nunca vi faltar produto”, afirma Pithon.

A expectativa das empresas do setor é que, com o início da safra de trigo no hemisfério sul, o abastecimento melhore, gerando a regulação dos preços. Isto porque o Brasil recebe, no primeiro semestre, trigo do Canadá e, no segundo, o produto colhido no Sul do País e na Argentina. Pouco compra da Rússia, principal foco da crise, devido à perda da colheita na onda de calor e incêndios. Mas como o preço é regulado pelo mercado internacional, está sofrendo o impacto.

O presidente do Sindicato da Indústria do Trigo, Milho e Massas da Bahia, Antônio Ricardo Alvarez Alban, afirma que não acredita em movimento de especulação para tirar o produto do mercado.

Alban reconhece, entretanto, que a regulação dos preços só deve ocorrer em um prazo aproximado de oito meses. “Ainda não sabemos a dimensão da quebra de safra da Rússia, mas a próxima só será no ano que vem”, justifica.

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