ECONOMIA
Amorim: Brasil não quer acordo comercial com México

Por Agencia Estado
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, declarou hoje que o governo brasileiro não quer negociar, neste momento, um acordo de livre comércio com o México. Em sua visita de Estado à Cidade do México, nos próximos dias 6 e 7 de agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá dar início às discussões bilaterais sobre a ampliação do Acordo de Complementação Econômica (ACE) de 2002, que permitiu a redução de tarifas de importação em relação a um pequeno grupo de produtos do comércio bilateral.
O ministro informou ainda, no Itamaraty, que o governo brasileiro pretende instituir um foro de CEOs (dirigentes de companhias) Brasil-México dedicado à ampliação de negócios e investimentos bilaterais, no mesmo formato dos que foram criados com os Estados Unidos, em março passado, e com a Índia, em junho. "Acordo de livre comércio não está em pauta neste momento. Mas trabalhos pela ampliação do ACE", afirmou Amorim. "Aqui e ali, há sensibilidades, mas vamos acabar chegando ao livre comércio (no futuro)", acrescentou.
O convite para Lula visitar o México partiu do presidente Felipe Calderón, que esteve no Brasil na condição de eleito, em outubro do ano passado. Na ocasião, Calderón deixou clara sua intenção de ver um acordo bilateral de livre comércio concluído, apesar dos fracassos nas negociações menos ambiciosas de redução de tarifas no comércio bilateral. O México é um raro parceiro do Mercosul que pode firmar acordos comerciais em separado com cada sócio do bloco.
Energia
Na visita ao Brasil, Calderón prometeu dar seu aval a possível parceria entre a Petrobras e a estatal mexicana Pemex para a exploração de petróleo em águas profundas mexicanas - projeto que dependeria de reforma na Constituição mexicana. Segundo Amorim, durante a visita de Lula, deverão ser assinados acordos de cooperação nas áreas de energia - em especial, no setor petroleiro -, de biocombustíveis e de ciência e tecnologia.
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